Por um 2014 mais secular! Pois o pluralismo religioso é a comprovação direta da crise das igrejas! Com efeito, isso não nos impede de sermos cristãos, afeitos à oração, a tentativa inútil de nos aproximarmos do Cristo... Nada nos impede ainda de vermos em Deus a resposta para tudo o que ainda não tem resposta, mesmo sem a igreja por perto... Onde tem alguém pregando em nome de Deus sob a égide de uma igreja qualquer, já começo a desconfiar, porque vai querer algo além da minha fé! A minha fé não pertence a nenhum pastor ou padre, ou líder religioso. A minha fé pertence àquilo que dedico minha crença, e nada mais... Isso é ser devoto a Deus, é buscar ainda assim os princípios cristãos de irmandade, desconfigurados da relação com as igrejas, e por si só, rejeitado pela sociedade atual, que apesar dos valores iluministas tão nítidos em nossa época, ainda mantém em seu amâgo a atitude de um radical, e vive como se vivêssemos no velho testamento... Não me acho o escolhido, longe de mim pensar assim, nem penso ser a pessoa certa para a salvação, não sou tão hipócrita! Aqueles que vão em um culto, missa, o escambal e depois se comportar ao avesso do que foram buscar são piores do que os que não frequentam a igreja...
Porque entendo que é preciso questionar a realidade, buscar entendê-la e não apenas vivenciá-la.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
A Fórmula do Existencialismo de Sartre
Penso que se concentrar com tal obstinação nas atividades de escritor, como o fez o filósofo francês Jean-Paul Sartre, foi uma forma não convencional de se curar de alguns defeitos internos, relacionados a desvios de conduta, postura social, comportamento, etc. No entanto, esse tratamento foi na realidade um paliativo, que talvez em seu julgamento estava suficientemente bom. Pensando ainda melhor, também não há nada de errado com isso, e até mesmo pode se considerar que exista algo de positivo. O nosso escritor francês, dado sua formação conturbada, como fica evidente em As Palavras, sua autobiografia, desenvolve vários transtornos em sua psiquè, como os relacionados ao sexo. Quando se percebe então doentio, resolve ser ao mesmo tempo médico e paciente. Inventa então seu próprio emplasto que lhe proporcionará sua forjada cura. É mesmo esse emplasto sua tábua de salvação e o que lhe trará de volta para o seio da sociedade civil, desta feita não mais como mero participante, mas também como inventor da história e até de sua própria história - estará fundado o existencialismo. Sua doença é nítida a medida que percebemos por exemplo sua aproximação com Freud, sua procura de entender a psicanálise, também sua identificação com grandes personalidades, todas detentoras de mazelas mentais. É só analisarmos por exemplo, Flaubert. Realmente um dos coadjuvantes para potencializar seus transtornos pode bem ter sido como o próprio Sartre nos revelou a descoberta de sua feiura, e também porque não de ser zarolho e baixinho para a média. E eis que é o próprio Sartre quem nos fornece a fórmula para o que aqui buscamos: provar que por trás dessa obsessão em escrever, e até mesmo das bases da ideologia existencialista, existe um ser tentando se proteger, se curar, se desvencilhar e se salvar de si mesmo. É o próprio filósofo quem nos comunica em seus Les Carnets de la Drôle de Guerre Percebo que nessa atitude (sua obsessão) existe uma segurança irritante para os outros porque ela vem, apesar de tudo, de algo que deixei intacto em mim mesmo, por baixeza. É, mais uma vez Freud estava certo!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Skeleton Keys
Andei por trilhos tortuosos, nessa primeira quinzena de maio, em visões rimbaudianas de caos, de interrupção. A vida destituiu-se de sentido, mas não a vida enquanto conceito, mas a minha vida. Perdi-me por alguns dias, algumas horas. De fato, não estava especialmente perdido, estava procurando o tempo inteiro me encontrar. Um reencontro consigo mesmo em vez de quando é necessário. Mas também não sei até que ponto isso possa ter resolvido algo. Estou descrente em relação a mim mesmo. Bom, e se eu mesmo não acredito em mim, a coisa é séria! Já viu autoestima mais baixa? Pode parecer só mais uma crise existencial, uma de tantas outras em todos os meses. Essa languidez que carrego desde os meus quatorze anos de idade, tem suas origens no convívio social e já me trouxe muitos problemas.

Destarte, sem a busca não há sentido. Vai saber se por fim, na morte não estejam mesmo as skeleton keys, como em Jonh Keats. Bem, todos sabem, no fim esperamos pela morte. Em qualquer mitologia e até mesmo na própria tradição cristã a morte enseja a passagem para o novo, para aquilo que não compreendemos mais. Com efeito, não dá para ficar apenas esperando o advento da morte para só então entender o que se passou e/ou o que virá. Também não parece adequado abreviar a passagem para essa terra adiantando o desvendamento do mistério, sem ao menos saber quais as consequências de tal ato no porvir. Melhor deixar o tempo correr, fugir como manda nossos instintos mais primitivos dos perigos de morte, proteger a vida como nos ensina o cristianismo, apesar de sabermos que a morte pode mesmo ser a chave de tudo, donec aliter provider*.
*até que se proceda diferente.
*até que se proceda diferente.
terça-feira, 9 de abril de 2013
A Prova de Deus, e não à Prova de Deus.
Pode até ser que a história do mundo e do homem não seja nada do que nossa tradição nos ensinou, mas daí para negar a Deus já é outra delírio. Como negar essas sensações que me acompanham de equilíbrio, força, sabedoria quando oro a Deus, quando tento andar reto, com o oposto, a angústia, a dor e o sofrimento que me acompanham sempre que me afasto do Soberano? Como negar a permissão que existe em cada amanhecer para que eu abra meus olhos, levante da cama e comece o meu dia? Essa permissão é algo divino ou natural? E se for natural, de onde provém a natureza das coisas se não for de uma liberação e existência divina. É por isso que sempre que busco invocar a Deus, busco também pedir o perdão pela minha ignorância e pelos limites de minha sabedoria, pois posso muito bem estar acreditando em algo que não seja assim por dizer, tão divino, que possa ser até mesmo obra do demônio. Deus, se é Deus, já sabe de tudo isso, mas a minha atitude de me prostrar diante do Altíssimo e lhe suplicar o perdão demonstra o meu temor, a minha devoção para com Ele.
Outra argumentação plausível é referente a Jesus Cristo, como único filho (João 3: 16-17), quando na verdade todos nós somos filhos de Deus Pai. Deus, em sua onipotência, poderia enviar quantos filhos fosse de sua vontade. Para que o Pai, criou, através de Jesus, todo um caminho para o Homem percorrer, tão diverso das disputas narradas no Antigo Testamento, a ponto de deixar confusa as cabeças alheias? Para que um Deus precisa se personificar em Humano para dar ao Homem a salvação eterna? Para que passar seu filho por extremo sofrimento, se é ele Deus? Será que se vangloria, que é complacente com o sofrimento? Tudo isso só faz me crer mais e mais em Deus e em Jesus Cristo. Pois, em contrapartida, também me pergunto: o que faz com que um homem passe por tantas provações, como Jó, como o próprio Jesus Cristo, sem nunca renegar o nome de Deus? Deus sendo Deus parece não agir como tal. Mas só parece. Em verdade, O Grande Criador está a cada dia impondo suas mãos para que esse mundo continue, para que todos possam passar pelo milagre da fé.
sábado, 16 de março de 2013
Excertos do meu Livro

Perdemos
o sentido da vida facilmente. Não é preciso muito não! Uma doença, um desafeto,
uma decepção, somos muito fragilizados a estes tipos de emoção. O ser humano
não foi feito para amar e sim para sofrer, e isto é até biblíco. Aprendi isso
depois que comecei a ficar doente. Meus dias são tão negros! Eu sei que nem
todo mundo sofre deste mal ou algo parecido. As pessoas ainda acreditam na
felicidade, mas para mim, quando falo de felicidade, é como se estivesse
falando de algo apenas imaginário, mas nunca atingível. É possível, acredito,
que tenhamos momentos felizes. E talvez seja apenas isso que me resta porque
essa vida é demasiado confusa! Há sempre aquele que pensa viver num conto de
fadas onde tudo é belo e bom. E há aquele que vive a realidade dura e crua, sem
qualquer emoção. E há o meio termo, a terça parte e o um terço. E há tudo isso
num só ser. Eu já provei do gosto amargo da vida e já sou suficientemente
adulto em relação a isso.
***
Então
eu nasci para fazer o quê? Essa acaba por ser uma pergunta muito difícil,
porque hoje podemos pensar que é uma coisa e amanhã vamos descobrir que é outra
totalmente diferente. Eu gostaria de ser escritor, mas quando me deparei com a possibilidade
de decidir meu futuro, pensei mais no conforto e na segurança. Como funcionário
público certamente teria estabilidade no emprego. Então, acabei por fazer a
escolha da opção mais cômoda. Estudei durante todo um ano para passar em um
concurso público, e consegui passar entre os primeiros colocados o que já me
garantiu a vaga. Depois vem o aprendizado da nova profissão, os novos colegas,
a inturmação, as descobertas, e isso vai comendo anos e quando a gente se dá
conta já fez a escolha que decidira sua vida, já está a meio passo dela se
findar e acabou por fazer tudo errado. O medo, a insegurança, a falta de
imaginação e confiança em si mesmo levaram-me a querer logo decidir minha vida,
já nos primeiros anos da vida adulta. Casei-me com uma mulher que amava, e que
mudou muito em cinco anos. Temos um filho em comum. Separei-me quando comecei a
ter rompantes de melancolia e quando comecei a tentar resgatar todo o tempo
perdido. Por essa época, eu me trancava na biblioteca e lia de forma exacerbada.
Até mesmo no trabalho, se tinha alguma folga puxava um livro. Em casa a noite,
de madrugada, estava sempre estudando. Estudei muita filosofia, comecei a
escrever diários, e perdi a mulher. Não sei o que aconteceu primeiro nesse
caso. Confesso que nisso tudo não há sequer arrependimento, ao menos fiz um
esforço para recuperar aquele que eu queria ser. Montei uma biblioteca
particular, mudei-me para este apartamento que me permitia ter um quarto só
meu, onde montei um escritório. Comprei uma secretária antiga, que seria meu
local de trabalho. Enquanto estivesse em casa eu iria trabalhar na produção
literária e filosófica. Durante dois anos me favoreci de meus estudos,
aplicando aqui e ali o que eles me ensinaram, de maneira tão precisa que não
deixava margens para dúvidas sobre o sentido da vida. E de repente veio a
surpresa, minha rotina se diluiu, meu mundo se desmoronou, mudara o ponto de
onde obtinha meus pontos de vista, e agora estou aqui, vazio!
terça-feira, 12 de março de 2013
Para quê Filosofia?
Não é raro encontrar alguém que questiona o motivo do meu interesse pela Filosofia, como se de fato estivesse se dirigindo a mim com a pergunta: qual a utilidade da Filosofia em um mundo como o nosso? Não sei se é algo que possamos chamar de dom, aptidão, enfim, ou o que for, o fato é que até já tentei mas não consigo me desligar da Filosofia e dessa cisma de querer questionar a realidade. A Filosofia é o que me permite, por exemplo, perceber que a visão de quem me questiona buscando principalmente uma utilidade para a Filosoifa é porque não percebe a utilidade que ela realmente tem, com sua mente já contaminada demasiadamente pelo pragmatismo da convulsão do mundo moderno. Não estou me esquivando de responder qual a real utilidade da filosofia, apenas estou situando nossos questionadores em relação a sua forma de pensar.


sexta-feira, 8 de março de 2013
Dia das Mulheres
No link abaixo é possível realizar a leitura integral em PDF do livro supracitado
terça-feira, 5 de março de 2013
Poesia para um Soldado que virou Primeiro - Tentente e não sabia Gerenciar, mas acreditava que sabia, e que estava sempre fazendo o certo...
Com isso registro meu desprezo por alguém que não sabia gerenciar...
Poesia de um Soldado que virou Primeiro-Tenente e não sabia Gerenciar, mas acreditava que sabia e que estava sempre fazendo o certo...
De nós, ele era o mais comportado
Era aquele que parecia fazer sempre certo
Estava sempre a tudo vinculado
Chegava a ser chato de tão correto
Aí deram um passo a frente
E disseram: temos uma vantagem
Você agora vai ser primeiro tentente
Vai poder gerir sua camaradagem
Mas eu nunca confiei em gente desse tipo, não fiz mal
Porque sempre duvido dos que são certos demais
E eu não estava errado, porque atrás
Disso tudo se escondia um tirano bossal
Que simplesmente eliminava os que estavam a sua frente
Da forma mais covarde e cruel
Tudo para subir mais ainda, ser competente
No final ainda queria um aperto de mão sorridente
Mas eu não sou hipócrita suficiente
Porque essas pessoas não merecem respeito
Ele se habitou a dar com os dois pés no peito
De quem tentava fazer diferente...
É melhor ficar então reduzido a soldado
E não atravancar a vida alheia
Cada um planta o que semeia
Se não serve pra comandar, seja ao menos sensato
Se bem que na verdade não era nem soldado
Porque não era bom com os equipamentos, com o fuzil
Queria era ficar de conversa no covil
E tinha medo de pegar como os outros no pesado
Renuncie e deixe outro que seja capaz brilhar
Que tenha coragem, saiba tomar decisão
Que as pessoas marionetes não são
Para voce brincar de gerenciar...
E que o fantoche real era ele, não percebia
Porque tudo para o major levava
Querendo estar seguro o covarde imaginava
Sem assumir os riscos do cargo que exercia
A vida não permite ensaios, não é teatro
você já ensaiou demais
Seja franco meu rapaz
Saia do armário ou não se viu nesse retrato?
Poesia de um Soldado que virou Primeiro-Tenente e não sabia Gerenciar, mas acreditava que sabia e que estava sempre fazendo o certo...
De nós, ele era o mais comportado
Era aquele que parecia fazer sempre certo
Estava sempre a tudo vinculado
Chegava a ser chato de tão correto
Aí deram um passo a frente
E disseram: temos uma vantagem
Você agora vai ser primeiro tentente
Vai poder gerir sua camaradagem
Mas eu nunca confiei em gente desse tipo, não fiz mal
Porque sempre duvido dos que são certos demais
E eu não estava errado, porque atrás
Disso tudo se escondia um tirano bossal
Que simplesmente eliminava os que estavam a sua frente
Da forma mais covarde e cruel
Tudo para subir mais ainda, ser competente
No final ainda queria um aperto de mão sorridente
Mas eu não sou hipócrita suficiente
Porque essas pessoas não merecem respeito
Ele se habitou a dar com os dois pés no peito
De quem tentava fazer diferente...
É melhor ficar então reduzido a soldado
E não atravancar a vida alheia
Cada um planta o que semeia
Se não serve pra comandar, seja ao menos sensato
Se bem que na verdade não era nem soldado
Porque não era bom com os equipamentos, com o fuzil
Queria era ficar de conversa no covil
E tinha medo de pegar como os outros no pesado
Renuncie e deixe outro que seja capaz brilhar
Que tenha coragem, saiba tomar decisão
Que as pessoas marionetes não são
Para voce brincar de gerenciar...
E que o fantoche real era ele, não percebia
Porque tudo para o major levava
Querendo estar seguro o covarde imaginava
Sem assumir os riscos do cargo que exercia
A vida não permite ensaios, não é teatro
você já ensaiou demais
Seja franco meu rapaz
Saia do armário ou não se viu nesse retrato?
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Meteoritos na Rússia! Mais de cem mil golfinhos na costa da Califórnia - EUA! Meteoros no Brasil?! Seria prenúncios dos fim do mundo? Bobagem espacial e biológica? O fato é que após os meteoritos uma certa sensação parece nos incomodar, não é mesmo? Bem, talvez os mais tenham errado apenas uns dois meses! De igual modo, se chegarmos a um fim do mundo, como se espera, todo o agito nessa terra por humanos desde o começo da era racional foi em vão. Mas também, um fim de mundo não é algo de se estranhar, se levarmos em conta tudo o que temos feito para a preservação do planeta. Não sou ambientalista, nem ecologista, mas tenho consciência do câncer que é o homem na Terra. Talvez isso seja um teste, provocando os países mais desenvolvidos, Rússia, EUA, China a se unirem na tentativa de criarem um escudo espacial contra esse tipo de ameaça. Bem, mas e o comportamento dos golfinhos? Seria só mesmo uma oferta abundante de algum alimento preferido deles nas águas da Califórnia, ou realmente é a premonição de que algo está por vir? Sabe-se que o Japão utiliza peixes para prever terremotos. A pergunta que não quer calar é: quem está pronto para o fim do mundo, ou melhor, quem se sente preparado para a morte? Quem agora se morresse, morreria com sua consciência tranquila, sabendo que fez tudo o que podia, que não tem dívidas com Deus e nem com a Terra?
Uma coisa interessante é que as ondas de som produzidas pelo choque dos meteoritos na atmosfera, captadas por aparelhos especializados, em várias partes do mundo, não ouvidas por ouvidos humanos, podem ser ouvidas por baleias ou elefantes. Poderia ser uma explicação para o comportamento dos golfinhos. (http://fimdostempos.net/explosao-do-meteoro-na-russia-foi-ouvida-em-todo-o-mundo.html)
Por fim, talvez tenhamos que repensar nossas vidas, e buscarmos viver mais em harmônia conosco, e também com Deus e a Natureza.
Em paz...
Em paz...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Direito & Filosofia
Quando resolvi estudar Direito minha intenção era unir o útil ao agradável, ou seja, estudar Filosofia mas não sem ser dentro de um ofício que pudesse me ser rentável. Bem, claro que meu pensamento estava demasiado velado, pois que, se estudasse filosofia pura, fazendo uma licenciatura em filosofia por exemplo, poderia futuramente lessionar e ministrar palestras, congressos, de forma a ganhar o suficiente para sobreviver. Então, salvo esses pequenos erros de avaliação, acabei mesmo começando a faculdade de Direito, e fui pouco a pouco tomando gosto pela coisa. Certo também é que muito pouco se discutiu sobre ética e moral, como eu imaginava, que permeariam toda a doutrina do Direito. No entanto, uma nova descoberta se deu: o Direito vem do cotidiano humano para retornar a ele, e manifesta condutas, orienta as ações humanas, coordena o movimento do homem sobre a terra - e é isso o que tem de essencialmente filosófico! A história dos homens é a história do Direito.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Lei Divina e Lei dos Homens

Immanuel Kant |
Por fim, hoje questiona-se a qualidade desse Direito, sendo que existe algumas correntes de pensadores tentando mudar a forma como o Direito está sendo construído, por exemplo, os pensadores do Direito Alternativo. Mas ainda assim, o Direito é o que temos de melhor para regular as condutas dos homens, por mais que seja repleto de falhas. Sem o Direito, estaríamos vivendo em pleno caos. O Direito torna a vida em comunidade possível. É uma ferramenta humana, que pode ser empregado tanto para o bem como para o mal, mas que em seu sentido tautológico, busca uma melhora da condição humana, permitindo a coexistência, o convívio. Até onde a lei dos homens encontra fundamentos na lei divina, e vice e versa, é uma questão interessante de ser avaliada. Sabemos que, quanto mais próximo o homem estiver da lei divina, mais próximo estaria também da plenitude, da felicidade eterna, do esplendor. Quanto mais próximo o homem estiver das leis humanas, mais estará apto ao convívio em comunidade, a ser um ser ético, responsável com sua humanidade.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Um Pouco de Mim Mesmo
Novamente um recomeço! De tantos recomeços eu já nem sei mais o que estou recomeçando... Perdi-me, é certo! Resgatar-me será tarefa árdua! Recuperar-me e recuperar Igan Hoffman. Só há uma forma de execução: mudar! Mudarei pura e simplesmente por estar cansado de ser como tenho sido, por estar cansado de tantos e tantos recomeços. Quanto tempo perdido! Hei de pagar caro, certamente! O que eu fiz de mim não vale uma página deste blog, não vale! Mas ainda tenho os dedos ágeis para a digitação, ainda tenho o cérebro aceso quando necessito dele, ainda sei que a maioria dos meus problemas não encontraram solução e são também o problema de muitos outros. Por mais que essa tontura me atrapalhe, essas dores no pescoço me tirem a tranquilidade, eu ainda vivo. Enquanto vivo pretende escrever, registrar, marcar o espaço que ocupo com palavras. Não sei fazer diferente e não pretendo ir muito além disso. Minha vida que era para ser assumidamente a de um escritor, não pode ainda seguir por esse rumo exclusivamente, mas eu continuo tentando, sem mesmo saber se vou conseguir, seguindo apenas com o propósito.
Um café, o cigarro que já não fumo mais, uma mesa para apoiar o notebook, a mão passando no queixo, na barba, na testa, a atitude reflexiva. O pensamento vai além dessa tela, além dessa sala, além desse prédio. Acho que preciso de óculos! Enquanto estou aqui nessa posição, exercitando minhas faculdades mentais no ofício de escritor, estou feliz! No silêncio desta sala eu me sinto um pouco só. Seria bom também escrever em algum lugar com certa movimentação de pessoas, para sentir a realidade mais perto e fugir um pouco da solidão. Entretanto, o escritor é sempre um solitário! Sinto falta de um cigarro! O tempo corre e eu sinto que esse tempo que passou não foi em vão. Consagrei vinte três minutos de minha vida, agora, a digitar o que aqui vai, a marca deletéria de minha existência absurda...
Saudade dos clássicos modernos. Saudade de ler Sartre, Nietzsche, Foucault, etc. Saudade de conversar com Jonhn Mafra, noite adentro, sobre os grandes problemas da humanidade. Saudade de uma vida intelectual ativa, não essa vida de suçuarana. Saudade da minha terra! Saudade de minha filha! Saudade de minha avó que conheceu a morte! Não, meu coração não é este porto de melancolias daquilo que já passou, mas em algum momento do passado eu me perdi, e desde então minha vida foi um eterno procurar a si mesmo. Gostava quando eu ficava em casa lendo o dia inteiro, escrevendo, desenhando, enfim, quando eu tinha uma vida intelectual ativa, mesmo que não conhecida, mas minha que me dava orgulho de ser, de existir. Parece simples uma mudança agora, mas não é, a vida de outras pessoas está agora em jogo, como a da minha filha por exemplo. Somos aquilo que fizemos do que foi feito da gente, já dizia Sartre. É isso que sou agora, sem mais...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Bando de Entulho!
Criticar a sociedade? Já não é mais uma mera perda de tempo fazer qualquer coisa nesse sentido? De que adianta a crítica se já ninguém tem mais paciência para críticas. E também já ninguém mais acredita em qualquer mudança social.
Hoje mesmo quando estava indo para o trabalho peguei um trânsito infernal. Fiquei pensando comigo "quem criou essa desgraça toda de veículos?". Fiquei pensando em quantas porcarias criamos sem saber, em como talvez a vida fosse bem melhor quando anoitecíamos à luz dos lampiões. Mas eu nunca anoiteci á luz de um lampião, como posso então saber disso? E talvez não é que a vida não seja boa, a minha vida talvez é que não esteja boa; digo boa mesmo o suficiente para mim, para meus critérios, para minhas exigências. Porque pode em certos momentos não transparecer mas sou exigente em relação a minha vida. Tão exigente que chego as vezes a ter ódio de mim mesmo, por não ter feito certa coisa, por não ter aproveitado as horas, por não ter tido disciplina, por não ter sido mais esperto. Mas é como a vida é, entre erros e acertos e tropeços, vamos criando nosso caminho a medida que caminhamos. Se ando entre espinhos é a nível de experiência então, não por masoquismo.
Está bem, que alguém diga "como podes criticar os veículos se era um que te conduzia para o trabalho?". Mas também eu estou fazendo minha parte de destruição. É certo que poderia utilizar uma bicicleta, mas primeiro fizeram estradas para os veículos, depois tentaram alguma coisa de ciclovia. O trajeto de casa até o trabalho de bicicleta oferece muito risco. Sendo dessa forma o jeito foi pegar o meu carro e seguir destino com ele, vivendo um outro modo de alienação que já comentei em post anterior. Ainda assim, ao menos tenho uma consciência disso, que no fundo não resolve nada também. Fica a decepção de nada poder fazer, a frustração de viver só por viver, só porque se está vivo.
Desculpem-me essa depressão tão dylanesca. Não faço de propósito, apenas sinto. Normalmente procuro não me expor deste modo, mas tem momentos que se torna tão sufocante que é praticamente impossível não pensar e escrever assim. Mas mesmo assim, ainda não é o momento de desistirmos. E como eu sei disso? Eu não sei de fato, eu apenas sinto. Mas mesmo no dia a dia é possível observarmos ainda algumas cenas que nos dão um pouco de esperança, mesmo que seja falsa esperança. Meu maior risco ao escrever essas coisas é de fato de ser mal interpretado. Mas ainda é preferível correr o risco do que ficar parado, atônico, sem ao menos vomitar. E esse é um vomito tão sincero!

Desculpem-me essa depressão tão dylanesca. Não faço de propósito, apenas sinto. Normalmente procuro não me expor deste modo, mas tem momentos que se torna tão sufocante que é praticamente impossível não pensar e escrever assim. Mas mesmo assim, ainda não é o momento de desistirmos. E como eu sei disso? Eu não sei de fato, eu apenas sinto. Mas mesmo no dia a dia é possível observarmos ainda algumas cenas que nos dão um pouco de esperança, mesmo que seja falsa esperança. Meu maior risco ao escrever essas coisas é de fato de ser mal interpretado. Mas ainda é preferível correr o risco do que ficar parado, atônico, sem ao menos vomitar. E esse é um vomito tão sincero!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Minha Filha
Acordei chorando! Minha filha está indo morar a 300 Km de mim! É uma distância bem considerável. A culpa disso tudo estar acontecendo é do divórcio que bem pode ter acontecido por culpa minha, ou de ambas as partes se formos capaz de entender de outra forma. Eu amo minha filhinha, mas nesse mundo nada é de fato nosso. Só quero que ela saiba que sempre vou amá-la. Ela não deve estar sabendo da dor que está no meu coração agora. Nada nos consola... E eu raramente choro... De todos os desencontros dessa vida, este está sendo de longe o mais doído. Queria escutar palavras sábias de minha nona, mas ela não está mais entre nós desde o ano passado. Estou sozinho agora, pensando em com o encarar a vida e as coisas daqui para frente, sem parecer alguém ressentido. Confesso que, obviamente se eu pudesse traria ela para morar comigo. Quem sabe um dia isso possa ser possível. No momento vou ter que buscar conformação, e tentar visitar ela sempre que possível. O dinheiro e o tempo estão curtos ultimamente! Tempos de vaca magra!!! Vencer as barreiras econômicas e de Kronos para então poder gozar de mais tempo ao lado de minha amada filha. Bem, é um desafio que tenho agora na minha vida, já que as coisas se deram desse modo. Rir como se ria no passado! Enxergar o mundo como já se chegou a ver um dia! Nada disso é mais possível! O meu drama já está fiando velho e perdendo por completa a coragem e a vontade de mudar. Agora, só se aproximam mesmo de mim os que realmente me entendem e aqueles que sabem que eu nem sempre fui assim. Estou sem palavras para terminar esse texto...
domingo, 27 de janeiro de 2013
A morte anda tão viva!!!
240 mortos aproximadamente em Santa Maria/RS vítimas de um incêndio em uma boate a princípio acidental; acidentes na BR 101 fim de semana, 5 pessoas da mesma família morrem em acidente automobilístico; os ataques as torres gêmeas em 2011; ano passado, em maio mais precisamente, registrei aqui a morte de mais de 100 pessoas, crianças e adultos, nos massacres na Síria. Pode ser visto em http://mundointerrogado.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html
E voce, "how does it feel?" (Como se sente?).
É a fragilidade da vida humana em evidência? Quais destes acontecimentos mais lhe chama atenção? O que eles possuem de diferente? O que voce sente?
O mundo desde que é mundo vem com uma característica sobre as coisas: a Tragédia! Tsunamis, terremotos, furacões, enchentes, acidentes, sempre permearam a vida no planeta. Incêndios? Todo mundo já estudou sobre o incêndio em Roma. A diferença dos dias atuais é na velocidade da informação, apenas. Hoje recebemos a notícia de forma muito mais rápida, o impacto é maior também, temos imagens, sons do acontecimento, do sofrimento alheio. Segue o slogan de Gessinger "A morte anda tão viva / a vida anda p'ra trás".
E a nossa vida não para enquanto a de milhares de outras vidas vão sendo abreviadas. É o ciclo normal das coisas então, ou estamos sendo insensíveis? Devemos assim como fez a presidenta Dilma aparecer na televisão chorando, e amanhã já estarmos em outro lugar rindo em outra situação qualquer? Ou devemos seguir com nossos rostos impassíveis diante do aparelho televisor, das notícias que nos chegam pelos veículos virtuais?
No acidente desta noite, no noticiário agora pela manhã, pela televisão, em menos de 10 minutos de transmissão em uma emissora, ouvi mais de 10 vezes o nome da Presidenta Dilma e apenas 1 falando das pessoas mortas. A visita da presidenta roubou a cena? Há necessidade de mesmo em meio a tragédia ficar puxando o saco do presidente? Se eu fosse presidente e soubesse disso, não iria até o lugar, mas do contrário se o presidente não vai até o lugar, parece que não está dando a mínima. Depois estavam preocupados com o Álvara que estava atrasado. Alguém acredita que o alvará podia salvar alguém, ou que se estivesse aprovado pelo corpo de bombeiros as pessoas poderiam ser salvas? Panacéia! Ninguém faz qualquer fiscalização, um alvará na realidade do Brasil pode muito bem ser comprado. Desculpem o pessimismo, mas é tanta palhaçada...
Só nos resta divulgar, conversar, criticar, opinar, enfim, nos resta praticamente nada... Seguir nossas vidas como estamos seguindo e pronto! Quem sabe cantar isso numa canção, lembrar em um texto como o que aqui vai, recitar em um poema.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Indignação!
Ando muito desanimado da vida! Penso que o motivo principal de tal desanimo seja eu mesmo, principalmente no meu jeito de me organizar. E é preciso sobretudo que eu organize a mim mesmo. Mas sempre tem me faltado uma única coisa: disciplina! Tenho um problema sério com as regras, com as normas, com tudo aquilo que tenta de certa forma nos escravizar, nos robotizar, controlar, manipular, iludir, etc. Isso talvez não seja uma qualidade em um estudante de Direito.
Também ultimamente ando revoltado com o sistema! Como diria Raul Seixas "O monstro SIST é retado/E está doido pra transar comigo...". Ando identificando a presença do monstro SIST em muitos lugares onde antes não percebia. Acho até mesmo que a escravidão no Brasil nunca foi abolida. Somos escravos ainda, do sistema, com nossos "salários de fome". Não digo que tenhamos que viver sem regras, porque isso também não seria possível dada a natureza humana. Mas certamente, as regras que aí estão, não estão para me favorecerem. Há ainda muita desigualdade, muita injustiça, muita miséria, miséria não só financeira, miséria de cultura mesmo. Uma sacudida geral não seria nada mal...
Bem, apesar de todo o desânimo que estava há dois dias atrás quando escrevi os dois parágrafos acima, hoje estou um pouco melhor, mais confiante, com expectativas. Meu lugar só poderá ser onde me sinto bem, com meus livros, meus escritos. O que eu preciso é calma para que nas mínimas oportunidades eu possa estar aproveitando para desenvolver minhas atividades literárias e filosóficas. Assim, boa parte dessa minha insatisfação estará resolvida. Dei-me então um prazo, dois anos, a contar do dia 22 de janeiro. Estou contando que seja 730 dias, sendo que já se passaram dois dias, restando 728 dias. Não é muito, mas talvez se eu me esforçar consiga pelo menos publicar meu primeiro livro. Já tenho algo praticamente pronto, mas faltou verba... mas não é por isso que eu estava revoltado com o sistema, é por perceber mesmo que estamos cada vez mais escravos de tudo.

Bem, apesar de todo o desânimo que estava há dois dias atrás quando escrevi os dois parágrafos acima, hoje estou um pouco melhor, mais confiante, com expectativas. Meu lugar só poderá ser onde me sinto bem, com meus livros, meus escritos. O que eu preciso é calma para que nas mínimas oportunidades eu possa estar aproveitando para desenvolver minhas atividades literárias e filosóficas. Assim, boa parte dessa minha insatisfação estará resolvida. Dei-me então um prazo, dois anos, a contar do dia 22 de janeiro. Estou contando que seja 730 dias, sendo que já se passaram dois dias, restando 728 dias. Não é muito, mas talvez se eu me esforçar consiga pelo menos publicar meu primeiro livro. Já tenho algo praticamente pronto, mas faltou verba... mas não é por isso que eu estava revoltado com o sistema, é por perceber mesmo que estamos cada vez mais escravos de tudo.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Daniel entre os Leões
Muitas vezes, demoramos um certo tempo para entender a gênese dos nossos problemas. Em alguns momentos é preciso reconstruir todo um quadro, até se chegar a descoberta do que pode estar ocasionando nosso desgaste, nossas decepções. Pode ser que a causa de nossas atribulações esteja dentro de nós mesmos, mas é preciso mesmo é decifrar o enigma da esfinge - decifra-me ou te devoro! Com o cuidado de um tecelão antigo vamos tecendo o conjunto de nossos últimos momentos, ligando os pontos principais e qual nossa surpresa: descobrimos estupefatos que de fato o mal existe e parece se utilizar das mentes fracas para exercer suas perversidades contra nós. Sim, existem pessoas que apesar de se dizerem "cristãos" devotos, apesar de se propagarem "francas" e outras tantas qualidades a mais, estão na verdade servindo ao Diabo e seguindo os princípios do inferno, porque preparam-se ardilosamente para derrubarem aqueles que já um dia lhe estendeu o braço, ou que talvez lhes prestou atenção, ou mesmo que nada lhes tenha feito. Mas com a proteção de Deus, passamos a enxergar por sobre a turbidez do momento, e deciframos a esfinge, escapando quase que pela tangente de sermos devorados. É bom podermos ainda com tudo isso olhar novamente para aquelas pessoas que nos atiraram ao leões - assim como Daniel fora atirado por aqueles que queriam mal (Daniel 6: 1-28), mas Deus com sua justiça selou a boca dos leões - e podermos lhe mostrar que o bem ainda vence o mal, e que se elas não tem amor no coração que ao menos deixem com que os outros sejam felizes. Importa ainda ressaltar, é mais fácil olhar a trave no olho do outro, sem notarmos a viga que está no nosso olho. Hipócritas! (Lucas 6: 41-42).

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