Porque entendo que é preciso questionar a realidade, buscar entendê-la e não apenas vivenciá-la.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Vazio da Existência - Niilismo - Ser Humano Podre
Desanimo Geral! Desanimo da Vida, das pessoas, de si mesmo, do mundo como ele é, do modelo econômico vigente, da modernidade. Asco, asco terrível! Só beber meu copo de Whisky até não compreender mais nada, ficar completamente dormente, e deixar o sono levar tudo para a vala de esgoto diário. Não posso mais com a própria vida, de tão enfestoado que me sinto. Vontade de sair por aí dirigindo de forma irresponsável um carro antigo ao som de The Doors até encontrar um abismo e mergulhar em um solo do Slash. Ficção Estúpida! Vou acabar ainda matando alguém, ou entrando em alguma casa de tão louco, e causar um transtorno tão grande, que passo a vida a tentar me desvencilhar dele!!! Niilismo absoluto, absurdo de existir! Vida burocrática dos infernos! Não quero mais nada, e o Ser Humano é podre.Tenta me falar da Revolução, da mudança geral, do progresso, das melhorias... nada me emociona, nada me empolga mais, no fundo, é só mais do mesmo! Do Amor então? Não, é tudo estratégia, preparação, armação, novidade, vaidade... É como se existisse um buraco em minha cabeça, que escoa toda a existência, deixando apenas o vazio! Céus, o Vazio!!! O Vazio da Existência, de saber que Nietzsche estava certo, de saber que por mais que rastejamos, suplicamos, nos esprememos em compartimentos miseráveis, devotamos, lutamos e gritamos mais alto do que nossos pulmões possam suportar, tudo é o mesmo, nada muda, e no fundo, não podemos fazer mais nada, a não ser viver como as mariposas em volta da lâmpada. Não venha me falar de depressão, porque nenhuma depressão pode ser maior que a certeza de estar vivendo uma vida de ficção, uma vida carregada de ordem que não conduz a nada, não leva a nada, só onde todo mundo já foi, já chegou, já esteve. Deus? A única coisa que sei é que é Deus, e se é Deus, somos homens mortais, nada temos que haver com Deus com todos seus poderes divinos. A existência humana é sumariamente uma bosta! Amontoado de concreto e redes de esgoto! Carroças nas estradas, noites dormidas, alimentação saudável, novelas, seriados, calor, frio, trabalho, trabalho, trabalho, bosta, bosta, bosta... Depois disso me suicido? Depois disso enfio a cabeça no meu mundo e nunca mais saio para respirar qualquer ar podre aqui fora? Depois disso, me enforco com a linha do horizonte? Deito meu corpo sobre o tédio, encho-o de álcool. O álcool, mais antigo que o próprio Cristo, afoga as mágoas da antiguidade, suprime o mal da terra, fecha os olhos dos sofredores, acolhe os que cometeram crimes contra si mesmos, apaga as desarmonias, esconde os que estão em distonia com a sociedade. O álcool é a fuga necessária à mente sã, porque a mente doente tem o trabalho, tem as tarefas do cotidiano, os tributos, a economia, o governo. O álcool e o fumo, o tabaco que puxa a reflexão, e desnuda o espírito dizendo que se é um verme em plena terra macerante, podre dos infernos, pior animal sobre a vasta crosta terrestre, fedido, odiado, nojento, devoto à qualquer líder pior que si mesmo, fingido, dissimulado, estúpido como uma abóbora, ridículo como um besouro virador de bosta! A minha dor é tão pungente e dilacerante que não existe analgésico capaz de abrandá-la! É a dor da consciência de existir, mero animal dotado de Razão e que não tem para onde ir, porque não se deixa iludir com a vida, com a piada da existência, com a viagem da realidade! Melhor seria ter pego o último vapor e buscado uma terra distante para acolher meus ossos! A miséria de estar aqui, arrastando-se por sobre asfalto e o tédio, sob o céu dos nossos ancestrais que sabiam o que era a vida, que não precisavam se questionar, tudo era claro, estar aqui agora, no resquício da existência, sem se quer saber se o apocalipse já foi ou será, se pode ou não haver de fato salvação, se estão todos em um sono sem sonho ou gozando o paraíso, se faz algum sentido estar aqui vivendo ou simplesmente é um desvario. Fé? Explica-me qual a diferença entre fé e manter-se vivo! Não há qualquer diferença, não existe sentido para o fato de tentarmos manter o corpo aceso, de tentarmos seguir para qualquer lugar absurdo. Destoa-se tudo de sentido, eis a vida nua e crua! A realidade que ninguém suporta: cria-se então nossa cosmologia, teologia, misticismo, idiotice covarde de não se suportar a realidade de existir sem qualquer sentido, sem ter certeza de nada, sem saber... Só sei que nada sei, será nostalgia da ignorância? Do tempo em que o homem de fato sabia, porque se apegava ao místico como a única verdade, como os índios, como as civilizações antigas. Esse não saber era já o único saber. Era nossa tábua de salvação. Hoje ficamos sem nada, e vivemos mais desgraçadamente que as civilizações passadas...
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Rafting e Pescaria
Muita gente pensa que vou pescar só pelo peixe. Se fosse apenas por isso, já teria parado de pescar há tempos. Pescaria é bem mais que isso. Durante meus anos de pescador, fiz amizades ímpares, daquelas que não se abre mão mesmo. Também, por conta das pescarias, estive em lugares mais ermos, que dava para sentir o toque de Deus. Pescar definitivamente é um estilo de vida! Já tentei desistir, já tentei parar de pescar, mas não tem jeito, sinto falta de estar lá, na beira de algum rio, em algum lugar onde as vezes só eu estou, ou eu e um amigo, ou ainda alguns amigos, contemplando a natureza, enquanto apesar da tecnologia em nossos arsenais, seguimos passos primitivos de captura, enganando o peixe de alguma forma, para depois soltá-lo de volta à natureza. É uma pena que nossa evolução alcançou certos limites e tem pessoas que ainda não entendem isso. Pescar é além do mais um respeito ao meu pai, que me ensinou os primeiros passos dessa prática, naqueles tempos ainda da varinha de bambú, e que tem muita gente que até hoje utiliza. Também não pesco para ficar me aparecendo com o melhor equipamento, as técnicas mais precisas, o melhor desenvolvimento. Não faço só isso da minha vida, não tenho todo esse tempo. Pescaria é para ser divertida, se fosse para ser séria, seria trabalho. E sobre o peixe, o que eu digo? Levar o peixe pra quê?? Não é melhor ter ele ali, na natureza, para uma outra possível captura amanhã? Não é possível que estejamos passando fome, ou que nosso interesse em comer peixe ultrapasse os limites do equilíbrio com o natural. Bom, se queres comer peixe, compre salmão no supermercado, é ótimo. Ou compre tilápia em qualquer lugar. Enfim, tem peixes que são só para emoção mesmo, como é o caso do Robalo.Enfim, meu signo é aquário, nunca fui de acreditar nessa besteira de horóscopo, mas quer se queira, quer não, tenho uma ligação forte com a água desde criança. Para mim, nada mais exuberante que um rio, nada mais respeitoso que o mar. Espero que a vida me permita muitas aventuras ainda, em torno das águas, e muitas fisgadas ainda. O resto é só o existir...
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Tábua de Salvação
Sabe quando os marinheiros passam longo tempo no mar e voltam a terra? Eles ficam mareados, ou sejam, enjoados, noiados,,, é assim que me sinto hoje! Sinto ainda que estou fazendo tudo errado, aceitando o que a vida vai me empurrando, e ainda não sendo o autor mesmo de minha vida! Em alguns momentos apenas eu sinto estar fazendo a coisa certa, quando por exemplo eu alimento este blog. Mas depois vejo os artistas atuais, a formação de nossa cultura, e mesmo que na maioria das vezes essa visão seja digna de lamentos, por ser tão fútil - nossa cultura atual, e não essa visão -, entendo que sem esforço, sem dedicação exclusiva, sem manter o foco em algo que de fato queremos, não sairemos do lugar. Meus planos estão afundando a medida que a vida vai me engolindo. Eu poderia abandonar algumas coisas em prol de outras que julgo ser de minha importância, mas escolhi um caminho que é uma escravidão, e não consigo me libertar dos grilhões. O tempo talvez vai me permitir ter mais liberdade se seguir com alguns de meus propósitos para minha vida pessoal, que ainda não são meus sonhos verdadeiros, mas apenas mais um degrau para chegar até eles. Talvez seja isso, estou construindo uma base bem sólida, para depois poder me manter em mim mesmo, realizando aquilo que me dá mais prazer, como escrever, como ter um espaço meu para gozar das novidades tecnológicas e musicais, para estudar nossa época. Mas temo que isso seja só uma ilusão, porque depois de estar formado em minha segunda faculdade, vou ter que trabalhar muito para recuperar o tempo perdido. É isso, uma luta contra o tempo, contra a própria vida. Não sei onde isso vai me levar. Alguns traços dessa loucura toda já estão presentes em minha saúde, como uns caroços no meu pescoço que em vez de quando dói. Mas sigo sem medo real, porque a vida deve em algum momento deixar eu viver... O medo é o pior dos obstáculos... Não posso temer algo que eu não sei direito o que será, ou seja, o futuro. Meu barco de qualquer forma está indo para frente, a carroça continua mesmo que seja a passos lentos, ela vai para frente. Não suportaria saber que seria o contrário, que estaria indo para o fundo, para baixo, para trás. Ainda bem que apesar do cansaço no meu corpo, consigo manter minha mente acesa. A música tem me ajudado, como por exemplo esse álbum do Pearl Jam que escuto agora http://www.youtube.com/watch?v=2VJb5CFon1Y enquanto digito esse texto. O calor tem prejudicado, porque deixa o corpo em estafa, alimenta essa languidão de espírito que já naturalmente me acompanha. Mas eu de forma desleixada já ultrapassei alguns de meus limites, por exemplo, tinha me imposto que pelo menos em 2013 eu estaria com um livro já publicado, estamos em 2014, fiz 31 anos dia 22 desse mês, e nada ainda de publicações. E de quem é a culpa? Absolutamente minha... isso tudo me deixa emputecido comigo mesmo, faz com que tenha vontade de afundar, comportamento autodestrutivo dos infernos! Mas ainda bem que hoje tenho maturidade de reconhecer essas minhas falhas, e não deixar que essa depressão me foda as perspectivas. Não é fácil seguir quando se está irritado consigo e com o resto dessa sociedade de bosta que vivemos. Mas como disse, vamos impulsionar a carroça para frente, mesmo que seja contra toda vontade... A sensação de que o troço anda para frente é a única salvação no momento... agarra-se a ela então, na falta de algo melhor, ou se põe uma quantidade mirabolante de paracetamol para dentro do estômago e espera o momento derradeiro após ficar todo amarelo... ainda prefiro a primeira opção.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Desolação
?.Meu desânimo é real ou estou blefando para que se compadeçam de mim? É desânimo mesmo ou será cansaço? O que eu fiz ou o que deixei de fazer para me sentir assim? Procuro a solidão do quarto, deito-me na cama, no escuro. Iluminado apenas pela luz do tablet, no silêncio, eu escrevo que nesse momento sinto como se tudo estivesse errado, e gostaria que minha filha no futuro quando pensar que tudo está dando errado, que saiba que seu pai também já se sentiu assim. Sinto-me um pouco consolado por pensar assim mas no fundo sei que tudo é só ilusão. O que de fato eu poderia fazer para sair desse sentimento apertado, constrangido, que me sufoca o peito? Como ouso querer saber o que posso fazer se meu corpo inteiro me diz para não fazer nada!? E provavelmente nada que eu fizesse poderia de fato resolver isso. Então o negócio é aproveitar e curtir uma depressão já que tenho o espírito lânguido. Enquanto isso o sono vai se apoderando dos meus olhos cansados, mas minha mente pertubada não me deixa dormir. Se pudesse fumar um cigarro agora era a hora! Quem sabe eu ainda consiga me levantar e ir beber umas doses de whisky. Mas acontece que não comi nadaainda, desdeque cheguei do trabalho e estando com meu meu estômago vazio, não seria assim tão bom beber. E já que tudo é inútil, interessante seria ainda saber por que eu de repente não me mato? Vai ver descobrindo a resposta para essa pergunta eu também descubra a chave que vai abrir a porta dessa desolação. Pois só consigo ver exploração, injustiça, maldade, e se o que vejo for a realidade entao não posso acreditar que as coisas possam melhorar. Nem está dando mais para ver televisão:assistir o jornal é um martírio! !! Só tem coisa ruim acontecendo! ! É assalto, assassinato, roubo, corrupção, violência contra crianças, idosos, gente que tenta ser do bem só levando balde de água fria na cabeça. A solução é começar tudo de novo... Não, na verdade só acho que esperava maior respeito e consideração de algumas pessoas, de verdade... talvez isso fosse mais do que suficiente para não me sentir assim, mas parece tão impossível, tão difícil isso hoje em dia, que acabamos assim meio que por desistir... vontade de conduzir meu caminho sozinho!
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
País da Burocracia
As vezes quando ando pela rua, fico olhando para as casas e os edifícios com seus apartamentos, e tenho a impressão que tudo na vida do homem e encontrar um lugar para morar. Óbvio que não, que isso é só uma parcela de nossas reais preocupações, como diria Raul Seixas
dois problemas se misturam:
a verdade do universo e a prestação que vai vencer
ou então como pensava Drummond
o mundo é mesmo de concreto armado
Olhar para a rua acaba por me consolar, pois se tantos outros conseguiram seu imóvel, é bem possível que eu vá conseguir também, com uma boa dose de paciência, um certo tempo para se dedicar aos aborrecidos procedimentos burocráticos, e tudo acabará bem... Mas mesmo assim, não comprarei um imóvel com a intenção de dizer "é meu" como a maioria. Comprarei um imóvel para deixar de ser idiota e ficar desperdiçando minha grana de forma tão imprudente, apesar de eu não pensar assim, e pensar que esteja fazendo um bom negócio ao me manter de aluguel, não é o que a maioria diz, e dessa vez eu resolvi, contra todas as expectativas, a não ir contra a maioria, só pra ver o que acontece... Já que o mundo é assim mesmo de concreto armado, e não dá para ficar só viajando pensando nos problemas da filosofia e demais ciências, tem que se por os pés no chão, parafraseando Fernando Pessoa: sejamos tributários!!!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
A Minha Arte
Estava pronto para dormir, mas algo me dizia que aquele ainda não era o momento certo. Tinha lido alguma coisa na internet sobre saber buscar em seus ídolos as nuances que poderia me ajudar em minha arte. O problema que acabou por me despertar é que eu não sabia qual era minha arte. Eu gosto de muitas coisas: música, literatura, pesca, direito, etc... Em todas essas áreas eu tenho ídolos!!! Em todas essas áreas gosto de dedicar certo tempo de minha vida e acreditar que tenho alguma contribuição pra empregar. Como posso captar as nuances desses artistas e despejar sobre minha aparência, meu modo de ser, minha caracterização? Impossível dormir com essa problemática na cabeça!!! Fui me sentar à escrivaninha e me pus a escrever esse texto no tablet, mas não sem antes preparar uma dose de vodka grapefruit Danzka que trouxe do freeshop na Argentina, misturada com bebida Nestea de chá verde com limão e muito gelo, p'ra libertar à inspiração enquanto grilos e motos fazem do silêncio da noite na rua um espetáculo sonoro. Eu estava confuso, mas o medo de já saber de antemão que por mais que eu refletisse a respeito dessa condição jamais sairia do impasse não foi capaz de me enriquecer os dedos, paralisar a mente fervilhando. Minha garantia estava em simplesmente encher outro copo com o composto já mencionado, e esperar a noite me trazer o que ela me preparava com tanto cuidado. Poderia obviamente ser esse texto que aqui desencanto, pois bem já seria muito em vista do último blackout que meu cérebro traidor se deu a audácia de me aplicar. Entusiasmos se confundiam com a certeza que esse era apenas um texto de férias e que amanhã, ou melhor hoje, eu pagaria o preço de não ter ido dormir mais cedo. Há pelo menos três anos atrás dormir tarde não era um problema... e falar em se parecer com seus ídolos é falar de utopias, pois cada vez mais é impossível ser Nietzsche, Sartre, Dylan ou mesmo Kelsen. Fernando Pessoa ou um de seus heterônimos já sabia disso. Bem, acho que era só isso mesmo que a noite me reservara e para não desperdiçar mais um copo de minha química vou beber esse proximo copo ao som do Humberto Gessinger que me concedeu a inspiração inicial para escrever esse texto que posto agora em meu blog, enquanto o cachorro da vizinhança não para de latir, sem fogos de artifícios.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
2014 Secular!
Por um 2014 mais secular! Pois o pluralismo religioso é a comprovação direta da crise das igrejas! Com efeito, isso não nos impede de sermos cristãos, afeitos à oração, a tentativa inútil de nos aproximarmos do Cristo... Nada nos impede ainda de vermos em Deus a resposta para tudo o que ainda não tem resposta, mesmo sem a igreja por perto... Onde tem alguém pregando em nome de Deus sob a égide de uma igreja qualquer, já começo a desconfiar, porque vai querer algo além da minha fé! A minha fé não pertence a nenhum pastor ou padre, ou líder religioso. A minha fé pertence àquilo que dedico minha crença, e nada mais... Isso é ser devoto a Deus, é buscar ainda assim os princípios cristãos de irmandade, desconfigurados da relação com as igrejas, e por si só, rejeitado pela sociedade atual, que apesar dos valores iluministas tão nítidos em nossa época, ainda mantém em seu amâgo a atitude de um radical, e vive como se vivêssemos no velho testamento... Não me acho o escolhido, longe de mim pensar assim, nem penso ser a pessoa certa para a salvação, não sou tão hipócrita! Aqueles que vão em um culto, missa, o escambal e depois se comportar ao avesso do que foram buscar são piores do que os que não frequentam a igreja...
domingo, 2 de junho de 2013
A Fórmula do Existencialismo de Sartre
Penso que se concentrar com tal obstinação nas atividades de escritor, como o fez o filósofo francês Jean-Paul Sartre, foi uma forma não convencional de se curar de alguns defeitos internos, relacionados a desvios de conduta, postura social, comportamento, etc. No entanto, esse tratamento foi na realidade um paliativo, que talvez em seu julgamento estava suficientemente bom. Pensando ainda melhor, também não há nada de errado com isso, e até mesmo pode se considerar que exista algo de positivo. O nosso escritor francês, dado sua formação conturbada, como fica evidente em As Palavras, sua autobiografia, desenvolve vários transtornos em sua psiquè, como os relacionados ao sexo. Quando se percebe então doentio, resolve ser ao mesmo tempo médico e paciente. Inventa então seu próprio emplasto que lhe proporcionará sua forjada cura. É mesmo esse emplasto sua tábua de salvação e o que lhe trará de volta para o seio da sociedade civil, desta feita não mais como mero participante, mas também como inventor da história e até de sua própria história - estará fundado o existencialismo. Sua doença é nítida a medida que percebemos por exemplo sua aproximação com Freud, sua procura de entender a psicanálise, também sua identificação com grandes personalidades, todas detentoras de mazelas mentais. É só analisarmos por exemplo, Flaubert. Realmente um dos coadjuvantes para potencializar seus transtornos pode bem ter sido como o próprio Sartre nos revelou a descoberta de sua feiura, e também porque não de ser zarolho e baixinho para a média. E eis que é o próprio Sartre quem nos fornece a fórmula para o que aqui buscamos: provar que por trás dessa obsessão em escrever, e até mesmo das bases da ideologia existencialista, existe um ser tentando se proteger, se curar, se desvencilhar e se salvar de si mesmo. É o próprio filósofo quem nos comunica em seus Les Carnets de la Drôle de Guerre Percebo que nessa atitude (sua obsessão) existe uma segurança irritante para os outros porque ela vem, apesar de tudo, de algo que deixei intacto em mim mesmo, por baixeza. É, mais uma vez Freud estava certo!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Skeleton Keys
Andei por trilhos tortuosos, nessa primeira quinzena de maio, em visões rimbaudianas de caos, de interrupção. A vida destituiu-se de sentido, mas não a vida enquanto conceito, mas a minha vida. Perdi-me por alguns dias, algumas horas. De fato, não estava especialmente perdido, estava procurando o tempo inteiro me encontrar. Um reencontro consigo mesmo em vez de quando é necessário. Mas também não sei até que ponto isso possa ter resolvido algo. Estou descrente em relação a mim mesmo. Bom, e se eu mesmo não acredito em mim, a coisa é séria! Já viu autoestima mais baixa? Pode parecer só mais uma crise existencial, uma de tantas outras em todos os meses. Essa languidez que carrego desde os meus quatorze anos de idade, tem suas origens no convívio social e já me trouxe muitos problemas.
Vivo de recomeços mesmo, e é sempre um pretexto para tentar se livrar do passado, se livrar do fardo de ser quem se é. Na minha percepção mais sensível, não sou apenas eu dono destes sentimentos, mas nem todos conseguem admitir, e criam mecanismos para ludibriar essa falta de sentido, esse vazio. Afinal de contas, que sentido pode haver para nossas vidas, ainda mais em tempos de pura anarquia!?. Como encontrar o sentido na correria de cada dia, em nossas mentes cansadas, nossos corpos fartos do trabalho, dos peso social, da carga psicológica nossa e dos outros? Tentamos desesperadamente nos agarrar a Deus, único sentido para a falta de sentido. Mas em contrapartida, estamos tão distantes dos princípios do cristianismo.
Destarte, sem a busca não há sentido. Vai saber se por fim, na morte não estejam mesmo as skeleton keys, como em Jonh Keats. Bem, todos sabem, no fim esperamos pela morte. Em qualquer mitologia e até mesmo na própria tradição cristã a morte enseja a passagem para o novo, para aquilo que não compreendemos mais. Com efeito, não dá para ficar apenas esperando o advento da morte para só então entender o que se passou e/ou o que virá. Também não parece adequado abreviar a passagem para essa terra adiantando o desvendamento do mistério, sem ao menos saber quais as consequências de tal ato no porvir. Melhor deixar o tempo correr, fugir como manda nossos instintos mais primitivos dos perigos de morte, proteger a vida como nos ensina o cristianismo, apesar de sabermos que a morte pode mesmo ser a chave de tudo, donec aliter provider*.
*até que se proceda diferente.
*até que se proceda diferente.
terça-feira, 9 de abril de 2013
A Prova de Deus, e não à Prova de Deus.
Pode até ser que a história do mundo e do homem não seja nada do que nossa tradição nos ensinou, mas daí para negar a Deus já é outra delírio. Como negar essas sensações que me acompanham de equilíbrio, força, sabedoria quando oro a Deus, quando tento andar reto, com o oposto, a angústia, a dor e o sofrimento que me acompanham sempre que me afasto do Soberano? Como negar a permissão que existe em cada amanhecer para que eu abra meus olhos, levante da cama e comece o meu dia? Essa permissão é algo divino ou natural? E se for natural, de onde provém a natureza das coisas se não for de uma liberação e existência divina. É por isso que sempre que busco invocar a Deus, busco também pedir o perdão pela minha ignorância e pelos limites de minha sabedoria, pois posso muito bem estar acreditando em algo que não seja assim por dizer, tão divino, que possa ser até mesmo obra do demônio. Deus, se é Deus, já sabe de tudo isso, mas a minha atitude de me prostrar diante do Altíssimo e lhe suplicar o perdão demonstra o meu temor, a minha devoção para com Ele.
Outra argumentação plausível é referente a Jesus Cristo, como único filho (João 3: 16-17), quando na verdade todos nós somos filhos de Deus Pai. Deus, em sua onipotência, poderia enviar quantos filhos fosse de sua vontade. Para que o Pai, criou, através de Jesus, todo um caminho para o Homem percorrer, tão diverso das disputas narradas no Antigo Testamento, a ponto de deixar confusa as cabeças alheias? Para que um Deus precisa se personificar em Humano para dar ao Homem a salvação eterna? Para que passar seu filho por extremo sofrimento, se é ele Deus? Será que se vangloria, que é complacente com o sofrimento? Tudo isso só faz me crer mais e mais em Deus e em Jesus Cristo. Pois, em contrapartida, também me pergunto: o que faz com que um homem passe por tantas provações, como Jó, como o próprio Jesus Cristo, sem nunca renegar o nome de Deus? Deus sendo Deus parece não agir como tal. Mas só parece. Em verdade, O Grande Criador está a cada dia impondo suas mãos para que esse mundo continue, para que todos possam passar pelo milagre da fé.
sábado, 16 de março de 2013
Excertos do meu Livro

Perdemos
o sentido da vida facilmente. Não é preciso muito não! Uma doença, um desafeto,
uma decepção, somos muito fragilizados a estes tipos de emoção. O ser humano
não foi feito para amar e sim para sofrer, e isto é até biblíco. Aprendi isso
depois que comecei a ficar doente. Meus dias são tão negros! Eu sei que nem
todo mundo sofre deste mal ou algo parecido. As pessoas ainda acreditam na
felicidade, mas para mim, quando falo de felicidade, é como se estivesse
falando de algo apenas imaginário, mas nunca atingível. É possível, acredito,
que tenhamos momentos felizes. E talvez seja apenas isso que me resta porque
essa vida é demasiado confusa! Há sempre aquele que pensa viver num conto de
fadas onde tudo é belo e bom. E há aquele que vive a realidade dura e crua, sem
qualquer emoção. E há o meio termo, a terça parte e o um terço. E há tudo isso
num só ser. Eu já provei do gosto amargo da vida e já sou suficientemente
adulto em relação a isso.
***
Então
eu nasci para fazer o quê? Essa acaba por ser uma pergunta muito difícil,
porque hoje podemos pensar que é uma coisa e amanhã vamos descobrir que é outra
totalmente diferente. Eu gostaria de ser escritor, mas quando me deparei com a possibilidade
de decidir meu futuro, pensei mais no conforto e na segurança. Como funcionário
público certamente teria estabilidade no emprego. Então, acabei por fazer a
escolha da opção mais cômoda. Estudei durante todo um ano para passar em um
concurso público, e consegui passar entre os primeiros colocados o que já me
garantiu a vaga. Depois vem o aprendizado da nova profissão, os novos colegas,
a inturmação, as descobertas, e isso vai comendo anos e quando a gente se dá
conta já fez a escolha que decidira sua vida, já está a meio passo dela se
findar e acabou por fazer tudo errado. O medo, a insegurança, a falta de
imaginação e confiança em si mesmo levaram-me a querer logo decidir minha vida,
já nos primeiros anos da vida adulta. Casei-me com uma mulher que amava, e que
mudou muito em cinco anos. Temos um filho em comum. Separei-me quando comecei a
ter rompantes de melancolia e quando comecei a tentar resgatar todo o tempo
perdido. Por essa época, eu me trancava na biblioteca e lia de forma exacerbada.
Até mesmo no trabalho, se tinha alguma folga puxava um livro. Em casa a noite,
de madrugada, estava sempre estudando. Estudei muita filosofia, comecei a
escrever diários, e perdi a mulher. Não sei o que aconteceu primeiro nesse
caso. Confesso que nisso tudo não há sequer arrependimento, ao menos fiz um
esforço para recuperar aquele que eu queria ser. Montei uma biblioteca
particular, mudei-me para este apartamento que me permitia ter um quarto só
meu, onde montei um escritório. Comprei uma secretária antiga, que seria meu
local de trabalho. Enquanto estivesse em casa eu iria trabalhar na produção
literária e filosófica. Durante dois anos me favoreci de meus estudos,
aplicando aqui e ali o que eles me ensinaram, de maneira tão precisa que não
deixava margens para dúvidas sobre o sentido da vida. E de repente veio a
surpresa, minha rotina se diluiu, meu mundo se desmoronou, mudara o ponto de
onde obtinha meus pontos de vista, e agora estou aqui, vazio!
terça-feira, 12 de março de 2013
Para quê Filosofia?
Não é raro encontrar alguém que questiona o motivo do meu interesse pela Filosofia, como se de fato estivesse se dirigindo a mim com a pergunta: qual a utilidade da Filosofia em um mundo como o nosso? Não sei se é algo que possamos chamar de dom, aptidão, enfim, ou o que for, o fato é que até já tentei mas não consigo me desligar da Filosofia e dessa cisma de querer questionar a realidade. A Filosofia é o que me permite, por exemplo, perceber que a visão de quem me questiona buscando principalmente uma utilidade para a Filosoifa é porque não percebe a utilidade que ela realmente tem, com sua mente já contaminada demasiadamente pelo pragmatismo da convulsão do mundo moderno. Não estou me esquivando de responder qual a real utilidade da filosofia, apenas estou situando nossos questionadores em relação a sua forma de pensar.
Então, a Filosofia, ou melhor, as filosofias, porque "a Filosofia" é uma "abstração hipostasiada" como bem disse Sartre em Questões de Método, é sempre esteve presente na História da Humanidade, cada época com sua Filosofia, tivemos o momento de Descartes com a Razão, de Locke com e Experiência, de Kant com as Luzes, e agora vivemos a filosofia de Marx, o materialismo dialético, enquanto necessitarmos produzir para subsistir dentro de um sistema capitalista. No link http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%B3stase temos uma idéia do que é hipóstase, a segunda parte do texto que cita Questões de Método foi elaborada por mim (uma vez um médico se gabou porque editava o Wikipédia, fiquei quieto na hora, rindo por dentro, porque provavelmente ele nem imaginava que eu também contribuía para a construção dessa extensa biblioteca que é hoje o Wikipédia, e com conteúdo filosófico ainda). A maioria das disciplinas que estão hoje no topo da evolução humana, guiando nossa caminhada por este mundo, tiveram seu início nas filosofias, como a Matemática, Política, Economia, Psicologia, Sociologia, etc. Só por isso já perceberíamos o quanto superficial e infundada pode ser o questionamento de quem acredita não haver a Filosofia papel a exercer nesse mundo. No pós-guerra em uma França humilhada pela rendição ao regime alemão na Segunda Grande Guerra, foi a filosofia, ou melhor, ideologia (porque o existencialismo colheu no marxismo também) de um homenzinho, Jean-Paul Sartre, que alimentou a moral do povo francês, impulsionando-os a criação de uma nova França.
Mas se ainda assim os nossos questionadores pragmáticos não se derem por satisfeitos é necessário então que nós ainda melhoremos nossos esclarecimentos. Talvez justamente por termos cada vez mais abandonado o hábito de nos questionarmos sobre nossas vidas, nossa Ética e Moral, nossas crenças, nossa posição no Universo, nossos sistemas e instituições, por justamente não querer conhecê-las em seus pontos mais fundamentais, não querer desvendá-las ou revelá-las como fez Foucault com o Poder em Microfísica do Poder, é que acabamos por sermos apenas escravos do sistema, dos paradigmas vigentes, com o pensamento cada vez mais estanque, querendo ainda perceber apenas o lado prático do mundo, esquecendo até mesmo de quem somos. Já que a idéia é ser pragmático, então eu pergunto, de que adianta ter uma vida sem questionamentos? Ou melhor ainda, o que você ganha fingindo que o perigo não é real, como em Sheep do Pink Floyd https://www.youtube.com/watch?v=2ClY3-6Jk4Q ou as ovelhas do conto de George Orwell, A Revolução dos Bichos. Enfim, sem filosofia o Ser Humano fica igual uma barata envenenada... sexta-feira, 8 de março de 2013
Dia das Mulheres
No link abaixo é possível realizar a leitura integral em PDF do livro supracitado
terça-feira, 5 de março de 2013
Poesia para um Soldado que virou Primeiro - Tentente e não sabia Gerenciar, mas acreditava que sabia, e que estava sempre fazendo o certo...
Com isso registro meu desprezo por alguém que não sabia gerenciar...
Poesia de um Soldado que virou Primeiro-Tenente e não sabia Gerenciar, mas acreditava que sabia e que estava sempre fazendo o certo...
De nós, ele era o mais comportado
Era aquele que parecia fazer sempre certo
Estava sempre a tudo vinculado
Chegava a ser chato de tão correto
Aí deram um passo a frente
E disseram: temos uma vantagem
Você agora vai ser primeiro tentente
Vai poder gerir sua camaradagem
Mas eu nunca confiei em gente desse tipo, não fiz mal
Porque sempre duvido dos que são certos demais
E eu não estava errado, porque atrás
Disso tudo se escondia um tirano bossal
Que simplesmente eliminava os que estavam a sua frente
Da forma mais covarde e cruel
Tudo para subir mais ainda, ser competente
No final ainda queria um aperto de mão sorridente
Mas eu não sou hipócrita suficiente
Porque essas pessoas não merecem respeito
Ele se habitou a dar com os dois pés no peito
De quem tentava fazer diferente...
É melhor ficar então reduzido a soldado
E não atravancar a vida alheia
Cada um planta o que semeia
Se não serve pra comandar, seja ao menos sensato
Se bem que na verdade não era nem soldado
Porque não era bom com os equipamentos, com o fuzil
Queria era ficar de conversa no covil
E tinha medo de pegar como os outros no pesado
Renuncie e deixe outro que seja capaz brilhar
Que tenha coragem, saiba tomar decisão
Que as pessoas marionetes não são
Para voce brincar de gerenciar...
E que o fantoche real era ele, não percebia
Porque tudo para o major levava
Querendo estar seguro o covarde imaginava
Sem assumir os riscos do cargo que exercia
A vida não permite ensaios, não é teatro
você já ensaiou demais
Seja franco meu rapaz
Saia do armário ou não se viu nesse retrato?
Poesia de um Soldado que virou Primeiro-Tenente e não sabia Gerenciar, mas acreditava que sabia e que estava sempre fazendo o certo...
De nós, ele era o mais comportado
Era aquele que parecia fazer sempre certo
Estava sempre a tudo vinculado
Chegava a ser chato de tão correto
Aí deram um passo a frente
E disseram: temos uma vantagem
Você agora vai ser primeiro tentente
Vai poder gerir sua camaradagem
Mas eu nunca confiei em gente desse tipo, não fiz mal
Porque sempre duvido dos que são certos demais
E eu não estava errado, porque atrás
Disso tudo se escondia um tirano bossal
Que simplesmente eliminava os que estavam a sua frente
Da forma mais covarde e cruel
Tudo para subir mais ainda, ser competente
No final ainda queria um aperto de mão sorridente
Mas eu não sou hipócrita suficiente
Porque essas pessoas não merecem respeito
Ele se habitou a dar com os dois pés no peito
De quem tentava fazer diferente...
É melhor ficar então reduzido a soldado
E não atravancar a vida alheia
Cada um planta o que semeia
Se não serve pra comandar, seja ao menos sensato
Se bem que na verdade não era nem soldado
Porque não era bom com os equipamentos, com o fuzil
Queria era ficar de conversa no covil
E tinha medo de pegar como os outros no pesado
Renuncie e deixe outro que seja capaz brilhar
Que tenha coragem, saiba tomar decisão
Que as pessoas marionetes não são
Para voce brincar de gerenciar...
E que o fantoche real era ele, não percebia
Porque tudo para o major levava
Querendo estar seguro o covarde imaginava
Sem assumir os riscos do cargo que exercia
A vida não permite ensaios, não é teatro
você já ensaiou demais
Seja franco meu rapaz
Saia do armário ou não se viu nesse retrato?
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Meteoritos na Rússia! Mais de cem mil golfinhos na costa da Califórnia - EUA! Meteoros no Brasil?! Seria prenúncios dos fim do mundo? Bobagem espacial e biológica? O fato é que após os meteoritos uma certa sensação parece nos incomodar, não é mesmo? Bem, talvez os mais tenham errado apenas uns dois meses! De igual modo, se chegarmos a um fim do mundo, como se espera, todo o agito nessa terra por humanos desde o começo da era racional foi em vão. Mas também, um fim de mundo não é algo de se estranhar, se levarmos em conta tudo o que temos feito para a preservação do planeta. Não sou ambientalista, nem ecologista, mas tenho consciência do câncer que é o homem na Terra. Talvez isso seja um teste, provocando os países mais desenvolvidos, Rússia, EUA, China a se unirem na tentativa de criarem um escudo espacial contra esse tipo de ameaça. Bem, mas e o comportamento dos golfinhos? Seria só mesmo uma oferta abundante de algum alimento preferido deles nas águas da Califórnia, ou realmente é a premonição de que algo está por vir? Sabe-se que o Japão utiliza peixes para prever terremotos. A pergunta que não quer calar é: quem está pronto para o fim do mundo, ou melhor, quem se sente preparado para a morte? Quem agora se morresse, morreria com sua consciência tranquila, sabendo que fez tudo o que podia, que não tem dívidas com Deus e nem com a Terra?
Uma coisa interessante é que as ondas de som produzidas pelo choque dos meteoritos na atmosfera, captadas por aparelhos especializados, em várias partes do mundo, não ouvidas por ouvidos humanos, podem ser ouvidas por baleias ou elefantes. Poderia ser uma explicação para o comportamento dos golfinhos. (http://fimdostempos.net/explosao-do-meteoro-na-russia-foi-ouvida-em-todo-o-mundo.html)
Uma coisa interessante é que as ondas de som produzidas pelo choque dos meteoritos na atmosfera, captadas por aparelhos especializados, em várias partes do mundo, não ouvidas por ouvidos humanos, podem ser ouvidas por baleias ou elefantes. Poderia ser uma explicação para o comportamento dos golfinhos. (http://fimdostempos.net/explosao-do-meteoro-na-russia-foi-ouvida-em-todo-o-mundo.html)
Por fim, talvez tenhamos que repensar nossas vidas, e buscarmos viver mais em harmônia conosco, e também com Deus e a Natureza.
Em paz...
Em paz...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Direito & Filosofia
Quando resolvi estudar Direito minha intenção era unir o útil ao agradável, ou seja, estudar Filosofia mas não sem ser dentro de um ofício que pudesse me ser rentável. Bem, claro que meu pensamento estava demasiado velado, pois que, se estudasse filosofia pura, fazendo uma licenciatura em filosofia por exemplo, poderia futuramente lessionar e ministrar palestras, congressos, de forma a ganhar o suficiente para sobreviver. Então, salvo esses pequenos erros de avaliação, acabei mesmo começando a faculdade de Direito, e fui pouco a pouco tomando gosto pela coisa. Certo também é que muito pouco se discutiu sobre ética e moral, como eu imaginava, que permeariam toda a doutrina do Direito. No entanto, uma nova descoberta se deu: o Direito vem do cotidiano humano para retornar a ele, e manifesta condutas, orienta as ações humanas, coordena o movimento do homem sobre a terra - e é isso o que tem de essencialmente filosófico! A história dos homens é a história do Direito.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Lei Divina e Lei dos Homens
A lei dos homens é algo por vezes extremamente interessante. Dá-se o nome genérico de Direito ao conjunto dessas leis. Sendo assim, o Direito é o conjunto de leis genericamente criadas com o fim de organizar a sociedade no que tange a suas relações humanas e com o meio. Na linguagem de Immanuel Kant "o direito é o conjunto das condições segundo as quais o arbítrio de cada um pode coexistir com o arbítrio dos outros, de acordo com uma lei geral de liberdade". Não podemos então dizer que na antiguidade não existia Direito, pois que já se tinha certa regulação, por exemplo, no período que antecede à vida de Cristo temos o Direito trazido pelas tábuas de Moisés que possuem origem divina, mas que de igual modo são dirigidos a todos os homens. A lei de Deus era assim tanto especial quanto geral, pois trazia em seu bojo "artigos" que possuíam uma conotação direta bem como outros que serviam de instrução normativa geral. Mesmo as civilizações mais primitivas possuíam uma espécie de apoio normativo que definisse as relações dos seus indivíduos. A medida que as relações humanas foram se tornando mais complexas, também o Direito foi evoluindo de forma que hoje, por exemplo, no Brasil temos uma gama muito grande mesmo de leis e dispositivos legais que subsidiam as relações dos homens. Em meio a esse verdadeiro emaranhado de contas legais, também nossas condutas sobre a terra são orientadas pelas leis divinas e pela moral. Com tudo isso funcionando na atualidade, - claro que não questiono a qualidade deste funcionamento aqui - ainda assim o homem vive em um verdadeiro caos, e numa constante onda de violência e desordem que vem ameaçando todos os dias sua frágil existência sobre este planeta.
Tanto a lei dos homens quanto a lei de Deus punem os homens que se desviam de seus ordenamentos, também aqui a qualidade dessa punição pode ser uma das causas da diminuição da eficácia das leis, principalmente as penais. Não há o que se falar aqui da qualidade da punição das leis divinas, posto que tais punições estão para uma situação pós-morte. Mas não se deseja assim a punição meramente, mas sim o seu reajustamento a ordem, por isso também existe o perdão e a misericórdia divina. Já nas leis dos homens o que protege o indivíduo da punição é o sistema. Através da corrupção, das falhas do próprio ordenamento, da ação do tempo, etc, muitos são os que são injustiçados, ou porque são punidos de forma indevida, ou porque não são punidos quando deveriam ser, sendo que seus atos que normalmente atingiram a outrem, deixa o outro a mercê da justiça pessoal, porque a justiça elaborada não consegue alcançar alguns indivíduos. A Lei Divina não falha em suas punições, ela é absolutamente justa porque Deus é justo. A lei dos homens é eivada de erros, de incompletudes, de falhas e deslizes. Isso também é um fator que sofre diferenças singulares de cultura para cultura.| Immanuel Kant |
Por fim, hoje questiona-se a qualidade desse Direito, sendo que existe algumas correntes de pensadores tentando mudar a forma como o Direito está sendo construído, por exemplo, os pensadores do Direito Alternativo. Mas ainda assim, o Direito é o que temos de melhor para regular as condutas dos homens, por mais que seja repleto de falhas. Sem o Direito, estaríamos vivendo em pleno caos. O Direito torna a vida em comunidade possível. É uma ferramenta humana, que pode ser empregado tanto para o bem como para o mal, mas que em seu sentido tautológico, busca uma melhora da condição humana, permitindo a coexistência, o convívio. Até onde a lei dos homens encontra fundamentos na lei divina, e vice e versa, é uma questão interessante de ser avaliada. Sabemos que, quanto mais próximo o homem estiver da lei divina, mais próximo estaria também da plenitude, da felicidade eterna, do esplendor. Quanto mais próximo o homem estiver das leis humanas, mais estará apto ao convívio em comunidade, a ser um ser ético, responsável com sua humanidade.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Um Pouco de Mim Mesmo
Novamente um recomeço! De tantos recomeços eu já nem sei mais o que estou recomeçando... Perdi-me, é certo! Resgatar-me será tarefa árdua! Recuperar-me e recuperar Igan Hoffman. Só há uma forma de execução: mudar! Mudarei pura e simplesmente por estar cansado de ser como tenho sido, por estar cansado de tantos e tantos recomeços. Quanto tempo perdido! Hei de pagar caro, certamente! O que eu fiz de mim não vale uma página deste blog, não vale! Mas ainda tenho os dedos ágeis para a digitação, ainda tenho o cérebro aceso quando necessito dele, ainda sei que a maioria dos meus problemas não encontraram solução e são também o problema de muitos outros. Por mais que essa tontura me atrapalhe, essas dores no pescoço me tirem a tranquilidade, eu ainda vivo. Enquanto vivo pretende escrever, registrar, marcar o espaço que ocupo com palavras. Não sei fazer diferente e não pretendo ir muito além disso. Minha vida que era para ser assumidamente a de um escritor, não pode ainda seguir por esse rumo exclusivamente, mas eu continuo tentando, sem mesmo saber se vou conseguir, seguindo apenas com o propósito.
Um café, o cigarro que já não fumo mais, uma mesa para apoiar o notebook, a mão passando no queixo, na barba, na testa, a atitude reflexiva. O pensamento vai além dessa tela, além dessa sala, além desse prédio. Acho que preciso de óculos! Enquanto estou aqui nessa posição, exercitando minhas faculdades mentais no ofício de escritor, estou feliz! No silêncio desta sala eu me sinto um pouco só. Seria bom também escrever em algum lugar com certa movimentação de pessoas, para sentir a realidade mais perto e fugir um pouco da solidão. Entretanto, o escritor é sempre um solitário! Sinto falta de um cigarro! O tempo corre e eu sinto que esse tempo que passou não foi em vão. Consagrei vinte três minutos de minha vida, agora, a digitar o que aqui vai, a marca deletéria de minha existência absurda...
Saudade dos clássicos modernos. Saudade de ler Sartre, Nietzsche, Foucault, etc. Saudade de conversar com Jonhn Mafra, noite adentro, sobre os grandes problemas da humanidade. Saudade de uma vida intelectual ativa, não essa vida de suçuarana. Saudade da minha terra! Saudade de minha filha! Saudade de minha avó que conheceu a morte! Não, meu coração não é este porto de melancolias daquilo que já passou, mas em algum momento do passado eu me perdi, e desde então minha vida foi um eterno procurar a si mesmo. Gostava quando eu ficava em casa lendo o dia inteiro, escrevendo, desenhando, enfim, quando eu tinha uma vida intelectual ativa, mesmo que não conhecida, mas minha que me dava orgulho de ser, de existir. Parece simples uma mudança agora, mas não é, a vida de outras pessoas está agora em jogo, como a da minha filha por exemplo. Somos aquilo que fizemos do que foi feito da gente, já dizia Sartre. É isso que sou agora, sem mais...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Bando de Entulho!
Criticar a sociedade? Já não é mais uma mera perda de tempo fazer qualquer coisa nesse sentido? De que adianta a crítica se já ninguém tem mais paciência para críticas. E também já ninguém mais acredita em qualquer mudança social.
Hoje mesmo quando estava indo para o trabalho peguei um trânsito infernal. Fiquei pensando comigo "quem criou essa desgraça toda de veículos?". Fiquei pensando em quantas porcarias criamos sem saber, em como talvez a vida fosse bem melhor quando anoitecíamos à luz dos lampiões. Mas eu nunca anoiteci á luz de um lampião, como posso então saber disso? E talvez não é que a vida não seja boa, a minha vida talvez é que não esteja boa; digo boa mesmo o suficiente para mim, para meus critérios, para minhas exigências. Porque pode em certos momentos não transparecer mas sou exigente em relação a minha vida. Tão exigente que chego as vezes a ter ódio de mim mesmo, por não ter feito certa coisa, por não ter aproveitado as horas, por não ter tido disciplina, por não ter sido mais esperto. Mas é como a vida é, entre erros e acertos e tropeços, vamos criando nosso caminho a medida que caminhamos. Se ando entre espinhos é a nível de experiência então, não por masoquismo.
Está bem, que alguém diga "como podes criticar os veículos se era um que te conduzia para o trabalho?". Mas também eu estou fazendo minha parte de destruição. É certo que poderia utilizar uma bicicleta, mas primeiro fizeram estradas para os veículos, depois tentaram alguma coisa de ciclovia. O trajeto de casa até o trabalho de bicicleta oferece muito risco. Sendo dessa forma o jeito foi pegar o meu carro e seguir destino com ele, vivendo um outro modo de alienação que já comentei em post anterior. Ainda assim, ao menos tenho uma consciência disso, que no fundo não resolve nada também. Fica a decepção de nada poder fazer, a frustração de viver só por viver, só porque se está vivo.
Desculpem-me essa depressão tão dylanesca. Não faço de propósito, apenas sinto. Normalmente procuro não me expor deste modo, mas tem momentos que se torna tão sufocante que é praticamente impossível não pensar e escrever assim. Mas mesmo assim, ainda não é o momento de desistirmos. E como eu sei disso? Eu não sei de fato, eu apenas sinto. Mas mesmo no dia a dia é possível observarmos ainda algumas cenas que nos dão um pouco de esperança, mesmo que seja falsa esperança. Meu maior risco ao escrever essas coisas é de fato de ser mal interpretado. Mas ainda é preferível correr o risco do que ficar parado, atônico, sem ao menos vomitar. E esse é um vomito tão sincero!

Desculpem-me essa depressão tão dylanesca. Não faço de propósito, apenas sinto. Normalmente procuro não me expor deste modo, mas tem momentos que se torna tão sufocante que é praticamente impossível não pensar e escrever assim. Mas mesmo assim, ainda não é o momento de desistirmos. E como eu sei disso? Eu não sei de fato, eu apenas sinto. Mas mesmo no dia a dia é possível observarmos ainda algumas cenas que nos dão um pouco de esperança, mesmo que seja falsa esperança. Meu maior risco ao escrever essas coisas é de fato de ser mal interpretado. Mas ainda é preferível correr o risco do que ficar parado, atônico, sem ao menos vomitar. E esse é um vomito tão sincero!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Minha Filha
Acordei chorando! Minha filha está indo morar a 300 Km de mim! É uma distância bem considerável. A culpa disso tudo estar acontecendo é do divórcio que bem pode ter acontecido por culpa minha, ou de ambas as partes se formos capaz de entender de outra forma. Eu amo minha filhinha, mas nesse mundo nada é de fato nosso. Só quero que ela saiba que sempre vou amá-la. Ela não deve estar sabendo da dor que está no meu coração agora. Nada nos consola... E eu raramente choro... De todos os desencontros dessa vida, este está sendo de longe o mais doído. Queria escutar palavras sábias de minha nona, mas ela não está mais entre nós desde o ano passado. Estou sozinho agora, pensando em com o encarar a vida e as coisas daqui para frente, sem parecer alguém ressentido. Confesso que, obviamente se eu pudesse traria ela para morar comigo. Quem sabe um dia isso possa ser possível. No momento vou ter que buscar conformação, e tentar visitar ela sempre que possível. O dinheiro e o tempo estão curtos ultimamente! Tempos de vaca magra!!! Vencer as barreiras econômicas e de Kronos para então poder gozar de mais tempo ao lado de minha amada filha. Bem, é um desafio que tenho agora na minha vida, já que as coisas se deram desse modo. Rir como se ria no passado! Enxergar o mundo como já se chegou a ver um dia! Nada disso é mais possível! O meu drama já está fiando velho e perdendo por completa a coragem e a vontade de mudar. Agora, só se aproximam mesmo de mim os que realmente me entendem e aqueles que sabem que eu nem sempre fui assim. Estou sem palavras para terminar esse texto...
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