Porque entendo que é preciso questionar a realidade, buscar entendê-la e não apenas vivenciá-la.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Jusnaturalismo
"Os seres particulares inteligentes podem ter leis que eles próprios elaboraram; mas possuem também leis que não elaboraram. Antes de existirem seres inteligentes, eles eram possíveis; possuíam, portanto, relações possíveis e, consequentemente, leis possíveis. Antes da existência das leis elaboradas,havia relações de justiça possíveis. Dizer que não há nada de justo ou de injusto além daquilo que as leis positivas ordenam ou proíbem é dizer que antes de se traçar o círculo todos os rais não são iguais." (O Espírito das Leis - Montesquiéu).
Bem, nunca consegui imaginar um noção, por exemplo, de Justiça fora do homem, na Natureza. Para mim, não havia Justiça na Natureza. As relações naturais se davam ao acaso, podíamos até mesmo falar de equilíbrio, mas não de Justiça. Qual a Justiça que há em um animal devorar o outro para que se alimente? Qual a justiça que há em um macaco, por exemplo, ter como refeição os ovos de um pássaro? Não havia Justiça, e sim alguma forma de equilíbrio natural. Na faculdade quando abordávamos os professores a respeito do que era Jusnaturalismo, cada qual tinha um resposta confusa, normalmente comemçando por "existem duas teorias", etc. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com o mais inteligente exemplo de Jusnaturalismo no excerto de Montesquiéu acima!!! Um belo conceito, sobre justiça possível, leis possíveis, já que havia seres humanos possíveis. A questão da possibilidade foi mais bem trabalhanda no século passado pelos existencialistas. É inegável a existência do campo das possibildades, e dentro deste campo tudo o que há nele é meramente uma relação de possibilidade com as coisas. Assim, Montesquiéu, muito antes já havia se dado conta desta relação do ser humano, e mesmo na ausência da vida inteligente neste planeta, de uma certa Justiça já dando à luz, da Justiça Natural. Eu não poderia dar prosseguimento à leitura do livro O Espírito das Leis sem antes fazer este pequeno comentário a respeito da passagem citada. Mas para mim, a inteligência deste pensador já está mais que fundamentada. Retornaremos ao livro...
Bem, nunca consegui imaginar um noção, por exemplo, de Justiça fora do homem, na Natureza. Para mim, não havia Justiça na Natureza. As relações naturais se davam ao acaso, podíamos até mesmo falar de equilíbrio, mas não de Justiça. Qual a Justiça que há em um animal devorar o outro para que se alimente? Qual a justiça que há em um macaco, por exemplo, ter como refeição os ovos de um pássaro? Não havia Justiça, e sim alguma forma de equilíbrio natural. Na faculdade quando abordávamos os professores a respeito do que era Jusnaturalismo, cada qual tinha um resposta confusa, normalmente comemçando por "existem duas teorias", etc. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com o mais inteligente exemplo de Jusnaturalismo no excerto de Montesquiéu acima!!! Um belo conceito, sobre justiça possível, leis possíveis, já que havia seres humanos possíveis. A questão da possibilidade foi mais bem trabalhanda no século passado pelos existencialistas. É inegável a existência do campo das possibildades, e dentro deste campo tudo o que há nele é meramente uma relação de possibilidade com as coisas. Assim, Montesquiéu, muito antes já havia se dado conta desta relação do ser humano, e mesmo na ausência da vida inteligente neste planeta, de uma certa Justiça já dando à luz, da Justiça Natural. Eu não poderia dar prosseguimento à leitura do livro O Espírito das Leis sem antes fazer este pequeno comentário a respeito da passagem citada. Mas para mim, a inteligência deste pensador já está mais que fundamentada. Retornaremos ao livro...sábado, 17 de março de 2012
O Que é a Verdade e a Relação Alma e Corpo
"Imaginemos um material, como metal derretido, derramado num molde para criar uma escultura. Quando o molde se quebra, o material sobrevive, mas deve sua forma permanente à experiência de ter estado no molde" (Herdeiros de Aristóteles, p. 191)
O metal aqui é nossa alma; o molde, nosso corpo com as experiência vividas nesse mundo. Essa é, para Tomás de Aquino, a relação alma e corpo, bem ilustrada por Rubenstein em seu livro Herdeiros de Aristóteles. Ao que parece, até mesmo Siger de Brabante (~1240 - 1284 - Filósofo averroísta belga), achou persuasiva a análise de Tomás de Aquino.
"Quando o molde se quebra", isto é, quando sobrevém a morte do corpo; a alma sobrevive, mas não mais se desliga da experiência de ter estado em um corpo sob experiências mundanas, de certo modo, o link permanece. Que proofunda a metafística tomista! Certamente embasada nos estudos bíblicos, teológicos e aristotélicos de Tomás de Aquino, mas ainda assim, apesar de plausível, não deixa de ser tão especulativa quanto outros metafísicos ao tratar deste tema. O frade franciscano inglês Guilherme de Occam (Ockham ~1285 - 1347) coloca as coisas de um modo diferente pelo que ficou conhecida sua navalha, a navalha de Ockham, ao separar fé e ciência, sendo que o que é da fé, é da fé, e só nos resta acreditar ou não, enquanto que o que é da ciência cabe comprovação, experimentos, relação de causa e efeito, pertence a natureza. Não se multiplica as entidades além do necessário, a natureza é econômica. De um outro modo, não se pode ficar querendo ver piolho em cabeça de cobra...
Mas será mesmo que o corpo é parte integrante da natureza do homem, ou ainda e melhor, da configuração da alma? "E o verbo se fez carne e habitou enter nós" (Jo, 1:1)
Diante do aqui exposto, prefiro acreditar que o corpo, a vida nesta Terra, neste planeta possui em sua essência um sentido para a vida após a morte, e que nossos atos enquantos seres humanos existentes nesse planeta vão sim fazer sombra sobre nossa alma na vida para além da morte. Por isso, moralmente vale o princípio Nietzscheano do Eterno Retorno, aquele que nos ensina a viver essa vida como se ela fosse se repetir incessantemente sempre igual. Viver intensamente, tornar a vida interessante, mas sem esquecer dos princípios cristãos, pois que Pilatos na presença de Jesus lhe perguntou "Que é a verdade?" (Jo 18:38), ao cabo que podemos encontrar sua resposta muito antes "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida" (Jo 14:6)...
O metal aqui é nossa alma; o molde, nosso corpo com as experiência vividas nesse mundo. Essa é, para Tomás de Aquino, a relação alma e corpo, bem ilustrada por Rubenstein em seu livro Herdeiros de Aristóteles. Ao que parece, até mesmo Siger de Brabante (~1240 - 1284 - Filósofo averroísta belga), achou persuasiva a análise de Tomás de Aquino.
"Quando o molde se quebra", isto é, quando sobrevém a morte do corpo; a alma sobrevive, mas não mais se desliga da experiência de ter estado em um corpo sob experiências mundanas, de certo modo, o link permanece. Que proofunda a metafística tomista! Certamente embasada nos estudos bíblicos, teológicos e aristotélicos de Tomás de Aquino, mas ainda assim, apesar de plausível, não deixa de ser tão especulativa quanto outros metafísicos ao tratar deste tema. O frade franciscano inglês Guilherme de Occam (Ockham ~1285 - 1347) coloca as coisas de um modo diferente pelo que ficou conhecida sua navalha, a navalha de Ockham, ao separar fé e ciência, sendo que o que é da fé, é da fé, e só nos resta acreditar ou não, enquanto que o que é da ciência cabe comprovação, experimentos, relação de causa e efeito, pertence a natureza. Não se multiplica as entidades além do necessário, a natureza é econômica. De um outro modo, não se pode ficar querendo ver piolho em cabeça de cobra...Mas será mesmo que o corpo é parte integrante da natureza do homem, ou ainda e melhor, da configuração da alma? "E o verbo se fez carne e habitou enter nós" (Jo, 1:1)
Diante do aqui exposto, prefiro acreditar que o corpo, a vida nesta Terra, neste planeta possui em sua essência um sentido para a vida após a morte, e que nossos atos enquantos seres humanos existentes nesse planeta vão sim fazer sombra sobre nossa alma na vida para além da morte. Por isso, moralmente vale o princípio Nietzscheano do Eterno Retorno, aquele que nos ensina a viver essa vida como se ela fosse se repetir incessantemente sempre igual. Viver intensamente, tornar a vida interessante, mas sem esquecer dos princípios cristãos, pois que Pilatos na presença de Jesus lhe perguntou "Que é a verdade?" (Jo 18:38), ao cabo que podemos encontrar sua resposta muito antes "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida" (Jo 14:6)...
sexta-feira, 16 de março de 2012
A Alienação se propaga como o "poder" de Foucault
A alienação nos campus das universidades pelo Brasil a fora é algo incrível. Vou dar um exemplo aqui do Sul, mas que acredito se repetir por toda a extensão do nosso território onde existe centros educacionais. Durante o intervalo entre as aulas aqui da faculdade, sempre vamos à lanchonete dentro do campus universitário a fim de fazermos uma boquinha e curtirmos nosso momento diário de, digamos socialização. Muitos podem considerar momento de fofoca, de descontração, de folga, enfim. Aproveitamos sempre este momento para conversarmos sobre filosofia, religião, direito e outras matérias afins. Bem, nos últimos tempos o JJM tem sempre lembrado como essa população universitária, jovens em sua maioria entre 16 e 30 anos de idade, pois vinculado à Universidade em que estudo existe um colégio de ensino médio, vivem nesse mundo, o mundo universitário como se nada mais importasse, com se não houvesse fome, doenças e desgraças no mundo lá fora, pois que todo mundo parece feliz, bonito, saudável. Obviamente não precisamos viver como se essas realidades estivessem sempre ofuscando nossos momentos de felicidade, e talvez nem teríamos condições psicológicas para tal. Mas é notável como essas pessoas acabam agindo de tal modo que parece mesmo ignorarem totalmente a existência das mazelas humanas.
Bem, um outro exemplo que também o próprio JJM ressaltou há um tempo atrás, foi do ambiente que hoje os veículos automotivos criam. Quem entra dentro de um carro com um isolante acústico bom, liga o som e o ar condicionado, e sai mesmo por aí dirigindo como se nada mais "no mundo lá fora" realmente importasse, do que curtir esse momento de prazer que o veículo proporciona, ou seja ese momento alienado.
Isso para não falar da alienação provocada pela Internet e redes sociais, bem como celulares, ipads, e toda essa gama de parafernálias tecnológicas que praticamente nos acorrentaram nestes últimoas anos.
Exemplos típicos do dia a dia, muitos outros certamente poderão ser evidenciados. Assim talvez como em Foucault o "poder" está em todas as coisas, em todas as situações, inserido nas mais simples relações entre os homens, a alienação também não está só no operário de Marx, mas sim em todas as pessoas, nas relações humanas, nas mais variadas situações, nas nossas fugas diárias desse mundo cada vez mais hostil. Será que estamos agindo de forma correta, ou deveríamos tentar mais nos interarmos da realidade, vivê-la ao invés de fugirmos dela, e batalhar de forma sincera e justa para que ela seja melhor.
Bem, vale a reflexão....
Bem, um outro exemplo que também o próprio JJM ressaltou há um tempo atrás, foi do ambiente que hoje os veículos automotivos criam. Quem entra dentro de um carro com um isolante acústico bom, liga o som e o ar condicionado, e sai mesmo por aí dirigindo como se nada mais "no mundo lá fora" realmente importasse, do que curtir esse momento de prazer que o veículo proporciona, ou seja ese momento alienado.
Isso para não falar da alienação provocada pela Internet e redes sociais, bem como celulares, ipads, e toda essa gama de parafernálias tecnológicas que praticamente nos acorrentaram nestes últimoas anos.
Exemplos típicos do dia a dia, muitos outros certamente poderão ser evidenciados. Assim talvez como em Foucault o "poder" está em todas as coisas, em todas as situações, inserido nas mais simples relações entre os homens, a alienação também não está só no operário de Marx, mas sim em todas as pessoas, nas relações humanas, nas mais variadas situações, nas nossas fugas diárias desse mundo cada vez mais hostil. Será que estamos agindo de forma correta, ou deveríamos tentar mais nos interarmos da realidade, vivê-la ao invés de fugirmos dela, e batalhar de forma sincera e justa para que ela seja melhor.
Bem, vale a reflexão....
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