quarta-feira, 2 de março de 2011

Estatística mês de Fevereiro.

Até o dia 07 ainda tive um número de visitas considerável, após foram diminuindo. Acredito que isso se deu pelo fato do pessoal ter retornado aos estudos, assim como eu, ou mesmo ao trabalho normal. Mas talvez não, talvez meus textos tenham ficado ruins, não sei.

Minhas últimas postagens não ganharam comentários, conversei com algumas pessoas via twitter que me disseram ser difícil de comentar pois não tinham opinião formada a respeito. É difícil pensarmos com originalidade, e quando temos que declarar um ponto de vista crítico, como sobre Stalin, ou sobre Evolucionismo x Criacionismo, mantemos distância, pois temos dificuldade em estabelecer uma ordem em nosso raciocínio que nos permita opinar de forma racional. É bem mais fácil opinar sobre sentimentos, ou levantar crítica sobre a forma como se escreveu, agora quando o fato exige do interlocutor uma abordagem mais ativa, a tendência ao retraimento é substancial. Essa comprovação é evidente sendo meus últimos dois posts os únicos sem comentários até agora. Fiquei bastante surpreso e desanimado, mas vou tentar manter o espírito e esquecer esse momento. Talvez encontra leitores mais entusiasmados divulgando meu blog por aí, ou quem sabe dê a sorte de retornar a ser lido com mais assiduidade pelos meus leitores de antes. Talvez esteja sendo injusto com essas palavras, ou com as pessoas que por aqui já muito contribuíram, se assim for, espero que possa ser perdoado.
Falar nisso, se for difícil a expressão com palavras, talvez seja mais fácil com um click. No topo da coluna da direita abri uma enquete sobre Criacionismo x Evolucionismo, por favor, votem.

terça-feira, 1 de março de 2011

Criacionismo x Evolucionismo

Tanto o Criacionismo quanto o Evolucionismo continuam inapreensíveis. O Criacionismo, como a origem do homem a partir da criação divina, pode cientificamente nos escapar, porque está inserido em nossa gnose mítica, e por isso entra no mecanismo da fé. Já o Evolucionismo contêm em seu bojo algumas considerações científicas, mas é observável os infinitos hiatos existentes em suas explicações, como o surgimento em uma determinada época de um suposto tipo de homem e em outra de um outro suposto tipo de homem, já diferente do primeiro. Se o que houve nesse gigante hiato foi mesmo produto de evolução, ou o aparecimento em dois lugares distintos e em épocas diferentes, tipos diversos de homens que vieram depois a sucumbir, tudo não passa de mera hitótese, em que a prova científica, como se prova uma equação matemática, acaba por também nos escapar. Que escolha então fazer? Se hoje ainda não possuímos os meios necessários para se chegar a tal definição de resultados, o normal é que se pense em pelo menos que tipo de civilização pretendemos constituir, sabendo já de antemão que a escolha destes problemas, "Criacionismo x Evolucionismo", influenciará efetivamente nos tipos de sociedades futuras. Nesse sentido, temo pelo Evolucionismo, pelos tipos que ele já ajudou a formar, como por exemplo Stalin e Hitler que declararam abertamente serem influenciados pelo evolucionismo darwinista. Hitler, se não estou enganado, fez isso em sua autobiografia, conhecida pelo título de "Minha Luta", ou "Mein Kampf". Se amanhã ou depois chegarmos as respostas verdadeiras para tal problema, e se por ventura tivermos escolhido seguir o caminho errado, pelo menos nossas sociedades não se prejudicaram por isso. Quando não se tem como definir uma conduta, devido a insuficiência das provas, a melhor conduta a tomarmos será sempre a menos ameaçadora.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Führer x Stalin



     

 Estou quase terminando a leitura de um livrinho que trata dos romances do sanguinário Adolf Hitler. É lastimável ver tanta obediência mediante um assassino sujo. O sujeito que fazia os digamos, serviços gerais do bunker, depois que todos os mais de mil soldados que ali estavam se refugiando fugiram, depois que Hitler estava morto, que Goebbels havia se matado e também sua família, ainda assim seguiu sua rotina diária até a chegada dos russos. Conferia o armazenamento de água, as ventilações, iluminação, etc., tudo tributariamente como se ainda estivesse sob as ordens do Führer. Alguns, quando Hitler cometeu suicídio, abraçaram soldados de outros escalões mais baixos, ao que já representava um gesto de desintegração do regima nazista. Mas, a barbárie ainda continuava seu terror, os russos estupravam as berlinesas, centenas de milhares, crianças, idosas, civis. Tapavam um santo e descobriam outro, e se formos ver em dimensões macroscópicas, veremos que esse último santo ainda era pior que o primeiro. Era o santo de Stalin.
      Lendo o livro chego a sentir a atmosfera do bunker, sua umidade, seu cheiro de pólvora e depois de sangue. Chego mesmo a ter uma imagem quase real do temperamento do Führer naqueles seus últimos dias. Toda sua obscessão de anos sendo consumada, o inimigo avançando, as traições, a fraqueza do próprio povo alemão. Tudo era culpa dos outros para Hitler. Ele realmente acreditava que estava fazendo a coisa certa, jamais duvidou de suas intenções. Hitler teve um vida muito conturbada, costumo dizer que ele é produto de uma geração. Não eximo o Führer da culpa pelo genocídio, mas ele não ascendeu ao poder sem uma certa legitimidade por parte da população alemã. Hitler estava, por certo, cercado de covardes e incompetentes de forma que sem o comando dele, sem a sua supervisão constante, seus subordinados mal conseguiriam caminhar. É importante salientar que em nenhum momento sou conivente com a atitude nazista, apenas estou expondo alguns fatos já bem conhecidos pela história.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Similaridade Intelectual

Então, dado o texto anterior, descobri que o professor em questão, já havia publicado um artigo na Revista Jurídica que versava sobre quase tudo que eu já havia escrito neste blog e em meu Ensaio "Século XXI". Isto acabou por me levar a pensar, por exemplo, naquela história sobre Darwin e a publicação de "A Origem das Espécies". Não me recorde bem o que teria acontecido, mas lembro que Darwin acabou por publicar este livro quando se viu ameaçado por um outro naturalista da época, que estava desevolvendo idéias semelhantes a sua. Talvez hoje, caso eu publicasse meu Ensaio, poderia já ser acusado de plágio? Por isso imagino que, seja sempre conveniente, quando temos algo bom para publicarmos, prestarmos antes atenção ao nosso entorno para ver se nada parecido já não foi pulicado. O mesmo se dá com  a criação de blogs e dos textos que neles vão contidos. Meu  Ensaio aproxima-se em certos aspectos do artigo na Revista Jurídica, porque, quer queira ou não, mencionamos os mesmos autores em alguns casos, em vista de não ser possível utilizar outro para falar do assunto. Por exemplo, falar de escolhas sem mencionar o francês Sartre, torna-se muito complicado, porque o que ele desenvolveu sobre essa questão não pode ser simplesmente ignorado. Agora, em outras questões, principalmente na parte ainda não sondada, desenvolvo idéias bem originais, que se distanciam drásticamente das idéias do professor, por exemplo.
      Esta semana acabei então por ter um idéia ímpar. Vou reunir todos os meus textos que versam sobre assuntos similares, juntar com meu livro, e entregar tudo, de chofre, na mão do professor. Ele que anda sem qualquer bolsa, livro ou um simples caneta quando vem dar aula, vai ter que sair da sala de aula segurando meus escritos. Quero ver o que ele vai fazer com meus textos, quando se deparar que muito do que ele nos transmite eu já havia pensado antes, e que segui por uma linha diversa da dele. Não estou o desafiando não, acredito que a partir disso, ele poderia me dar de certa forma subsídios intelectuais e de edição para chegarmos a tecer algo mais sólido sobre as preocupações filosóficas que nos afligem. Ele criou um Forúm no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), sobre os temas de suas aulas, seu artigo na Revista Jurídica e outros autores e pensadores, ao qual já dei certa contribuição. O interessante é que não precisei escrever nem uma única linha, apenas dei "Ctrl C" em um de meus textos nesse blog e "Ctrl V" dentro da página de edição do Fórum, o que já dá uma noção de nossa similaridade. Outra coisa interessante é que os dois links que ele publicou no mesmo canal me levaram a um vídeo do Olavo de Carvalho sobre a Inquisição. Por sinal, o professor fala muitas vezes parecido com o Olavo de Carvalho. Apesar do professor ser Padre, ele não tem problemas em dizer palavras como "Puta", ou de chamar alguém de "Burro", ou mesmo mencionar com todas as letras "O Demônio" e compará-lo com alguém da igreja. Gosto desta abertura, porque destituído dos preconceitos morais impostos pela Religião, o professor consegue ser muito mais honesto em seus argumentos quando lessiona. Algumas pessoas ficaram horrorízadas com isso, principalmente quem já o conhecia vestindo a batina e na função de Padre. Para mim, que já estudei alguns dos mais importantes princípios da Igreja Católica, não vejo qualquer mal nesse tipo de atitude. Pelo menos ele está sendo verdadeiro. Não sei se me fiz compreender...

Igan Hoffman