segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Führer x Stalin



     

 Estou quase terminando a leitura de um livrinho que trata dos romances do sanguinário Adolf Hitler. É lastimável ver tanta obediência mediante um assassino sujo. O sujeito que fazia os digamos, serviços gerais do bunker, depois que todos os mais de mil soldados que ali estavam se refugiando fugiram, depois que Hitler estava morto, que Goebbels havia se matado e também sua família, ainda assim seguiu sua rotina diária até a chegada dos russos. Conferia o armazenamento de água, as ventilações, iluminação, etc., tudo tributariamente como se ainda estivesse sob as ordens do Führer. Alguns, quando Hitler cometeu suicídio, abraçaram soldados de outros escalões mais baixos, ao que já representava um gesto de desintegração do regima nazista. Mas, a barbárie ainda continuava seu terror, os russos estupravam as berlinesas, centenas de milhares, crianças, idosas, civis. Tapavam um santo e descobriam outro, e se formos ver em dimensões macroscópicas, veremos que esse último santo ainda era pior que o primeiro. Era o santo de Stalin.
      Lendo o livro chego a sentir a atmosfera do bunker, sua umidade, seu cheiro de pólvora e depois de sangue. Chego mesmo a ter uma imagem quase real do temperamento do Führer naqueles seus últimos dias. Toda sua obscessão de anos sendo consumada, o inimigo avançando, as traições, a fraqueza do próprio povo alemão. Tudo era culpa dos outros para Hitler. Ele realmente acreditava que estava fazendo a coisa certa, jamais duvidou de suas intenções. Hitler teve um vida muito conturbada, costumo dizer que ele é produto de uma geração. Não eximo o Führer da culpa pelo genocídio, mas ele não ascendeu ao poder sem uma certa legitimidade por parte da população alemã. Hitler estava, por certo, cercado de covardes e incompetentes de forma que sem o comando dele, sem a sua supervisão constante, seus subordinados mal conseguiriam caminhar. É importante salientar que em nenhum momento sou conivente com a atitude nazista, apenas estou expondo alguns fatos já bem conhecidos pela história.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Similaridade Intelectual

Então, dado o texto anterior, descobri que o professor em questão, já havia publicado um artigo na Revista Jurídica que versava sobre quase tudo que eu já havia escrito neste blog e em meu Ensaio "Século XXI". Isto acabou por me levar a pensar, por exemplo, naquela história sobre Darwin e a publicação de "A Origem das Espécies". Não me recorde bem o que teria acontecido, mas lembro que Darwin acabou por publicar este livro quando se viu ameaçado por um outro naturalista da época, que estava desevolvendo idéias semelhantes a sua. Talvez hoje, caso eu publicasse meu Ensaio, poderia já ser acusado de plágio? Por isso imagino que, seja sempre conveniente, quando temos algo bom para publicarmos, prestarmos antes atenção ao nosso entorno para ver se nada parecido já não foi pulicado. O mesmo se dá com  a criação de blogs e dos textos que neles vão contidos. Meu  Ensaio aproxima-se em certos aspectos do artigo na Revista Jurídica, porque, quer queira ou não, mencionamos os mesmos autores em alguns casos, em vista de não ser possível utilizar outro para falar do assunto. Por exemplo, falar de escolhas sem mencionar o francês Sartre, torna-se muito complicado, porque o que ele desenvolveu sobre essa questão não pode ser simplesmente ignorado. Agora, em outras questões, principalmente na parte ainda não sondada, desenvolvo idéias bem originais, que se distanciam drásticamente das idéias do professor, por exemplo.
      Esta semana acabei então por ter um idéia ímpar. Vou reunir todos os meus textos que versam sobre assuntos similares, juntar com meu livro, e entregar tudo, de chofre, na mão do professor. Ele que anda sem qualquer bolsa, livro ou um simples caneta quando vem dar aula, vai ter que sair da sala de aula segurando meus escritos. Quero ver o que ele vai fazer com meus textos, quando se deparar que muito do que ele nos transmite eu já havia pensado antes, e que segui por uma linha diversa da dele. Não estou o desafiando não, acredito que a partir disso, ele poderia me dar de certa forma subsídios intelectuais e de edição para chegarmos a tecer algo mais sólido sobre as preocupações filosóficas que nos afligem. Ele criou um Forúm no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), sobre os temas de suas aulas, seu artigo na Revista Jurídica e outros autores e pensadores, ao qual já dei certa contribuição. O interessante é que não precisei escrever nem uma única linha, apenas dei "Ctrl C" em um de meus textos nesse blog e "Ctrl V" dentro da página de edição do Fórum, o que já dá uma noção de nossa similaridade. Outra coisa interessante é que os dois links que ele publicou no mesmo canal me levaram a um vídeo do Olavo de Carvalho sobre a Inquisição. Por sinal, o professor fala muitas vezes parecido com o Olavo de Carvalho. Apesar do professor ser Padre, ele não tem problemas em dizer palavras como "Puta", ou de chamar alguém de "Burro", ou mesmo mencionar com todas as letras "O Demônio" e compará-lo com alguém da igreja. Gosto desta abertura, porque destituído dos preconceitos morais impostos pela Religião, o professor consegue ser muito mais honesto em seus argumentos quando lessiona. Algumas pessoas ficaram horrorízadas com isso, principalmente quem já o conhecia vestindo a batina e na função de Padre. Para mim, que já estudei alguns dos mais importantes princípios da Igreja Católica, não vejo qualquer mal nesse tipo de atitude. Pelo menos ele está sendo verdadeiro. Não sei se me fiz compreender...

Igan Hoffman

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Da Teoria do Caos à Evolução, Big Bang e Algumas Verdades

Neste semestre estou cursando uma disciplina que se chama Filosofia do Direito. Hoje, em sala de aula, para minha surpresa debatemos sobre o problema da Verdade Universal e as questões fundamentais da Filosofia: "de onde viemos" e "para onde vamos?" O professor, um padre com mestrado em Teolofia e Filosofia, respondeu a estas perguntas de forma bastante heterodoxa no que tange a sua formação católica, mas muito convencional no que diz respeito aos seus estudos no campo da Filosofia. Para ele a Verdade Universal não existe pois cada um tem a sua verdade, algo que a princípio eu discordo um pouco, mas que não deixa de ter certo sentido. Em outro momento exponho o porquê de eu descordar, acredito até que já o fiz aqui em postagem anterior. Com relação as questões fundamentais, quanto à origem, além do professor trazer a tona o "manjado" problema do ovo e da galinha, apontou também a situação hoje inegável da Evolução em Darwin, assim como do próprio Big Bang. De acordo com o padre, são teorias irrefutáveis dado as comprovações já observadas no campo da ciência. E a respeito de "para onde vamos?", ele recorre a "Teoria do Caos" e cita a questão de que, se cada indivíduo do planeta possuir, por exemplo, um automóvel, dentro de 25 anos não existirá mais planeta terra; também falou do fim do sol, que como toda estrela, acaba por ter um tempo de existência até sua extinção.
Bem, então deixa eu ver se captei a aula direito:
Uma sopa cósmica explodiu dando origem aos planetas, galáxias, sistemas solares, etc, Em um destes planetas habita uma espécie que pensa que pensa, e que surgiu a partir de várias transformações dada pela Evolução. Isto significa que um dia um homem pode ter sido, por exemplo, um plancton ou uma ameba, e que estes podem ser nossos parentes distantes. Depois, nossa civilização caminha para o fim, e isto é tudo! Para que tanta espremeção de miolos até agora, desde o surgimento da Filosofia na Grécia Antiga? Para chegar a algumas verdades universais como essas. Somos frutos da Evolução, nossa civilização vai acabar, e cada um tem sua verdade. Bem, quando fazemos a pergunta "para onde vamos?" não quer dizer que estamos apenas pensando em nosso destino enquanto civilização, mas sim enquanto pessoa. Quando morrermos, o que acontecerá? Existirá vida mesmo após a morte ou será um sono sem sonhos? Penso ser isso algo insondável, pois jamais obtiremos a resposta, não temos os meios para tal, tudo que fizermos nesse campo será mera especulação que nada poderá comprovar. Sobre nossas origens é um pouco diferente. Alguma coisa realmente entendemos a esse respeito como as já citadas Teoria da Evolução e Big Bang. Mesmo assim, e se assim for, ainda vai levar muitos anos para que possamos sofrer alguma outra transformação pela Teoria da Evolução, ou seja, ainda levará muito tempo para algo de interessante acontecer, para o homem dar um salto no seu desenvolvimento, tornar-se ou o Super-homem de Nietzche ou quem sabe a classe Alfa de Admirável Mundo Novo do Aldous Huxley. Talvez antes disso o mundo tenha acabado. Então, se tudo for assim, o que é que eu estou fazendo aqui nesse planeta levando essa existência absurda?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Evasão

Hoje precisava comprar Wiskey e Energético, então como de costume fui ao Supermercado. Chegando lá resolvi ir primeiro ao caixa eletrônico. Quando estou ali pronto para sacar uma graninha, vejo um moleque do meu lado, de uns quatro anos, apontar para a tela do caixa eletrônico do lado e dizer: -- Olha pai, que legal, 50 % de desconto! Instantâneamente me veio a mente o problema da mídia. Depois pensei se o pai do garoto não se sentia mal por esse tipo de comentário do seu filho. Não parecia se sentir ao menos... Saibam que nunca me deixei seduzir por promoção nenhuma, faço um esforço anti-midiático em meu espírito, não me sinto bem quando estou no rebanho, prefiro ou ficar vigiando ou atacando. (ouçam o álbum Animals, da banda britânica Pink Floyd)
Nada esteve tão presente em minha mente nos últimos dias como essa vontade de ir morar com os índios. Lembrei muito do antropólogo Lèvi Strauss e também do filósofo Thoreau. Minha vontade de evasão da civilização moderna sempre foi algo latente em meu espírito, mas nunca tomou forma como agora...Já tive um experiência similar, quando morei por nove anos no interior. Lembro dos momentos em que eu subia no morro em frente a minha casa, e lá de cima, sob e entre as árvores, observava a natureza. Não havia praticamente nenhum movimento humano a observar, salvo talvez na estrada que passava um carro a cada meia hora, em alguns momentos levava até mais tempo para pasasr algum auto. Tomava banho em rios, saia para pescar, caçar, descobrir trilhas, derrubar e comer palmitos, achar ninhos, inventar acampamentos, armadilhas, etc. Era toda uma vida saudável ao extremo, que me ensinou muita coisa. Será preciso mesmo tantas leis? Quando eu era pequeno não parecia haver tantas, ou ao menos, precisar haver tantas. O Ser Humano é mesmo algo incrível! Consegue ao mesmo tempo lhe acrescentar e lhe tirar, de forma invejável! Nos últimos tempos tem mais tirado que posto. Também tem um lugar muito bom para se ir, talvez alguns já ouviram falar dele. O nome do lugar é Pasárgada, é que lá "sou amigo do rei" *...

* Manoel Bandeira, no poema, Vou me embora para Pasárgada.

Igan Hoffman