Hoje tive uma sensação ímpar! Entrei no mar e fiquei por pelo menos uma hora com água pela cintura e o olhar fixo no horizonte. Não sei se pensava em algo nesse momento, acho que me esvaziava apenas. Sei que foi algo terapêutico, como se marcasse o start de minha mais nova disposição. Tinha sol, mas o sol não era tão quente como costuma ser; tinha vento, o vento era leve, suave, necessário! Depois, sentado na cadeira de frente para o mar, embaixo do guarda-sol eu lia o penúltimo capítulo do Ecce Homo. Pensava se Nietzsche tivera em algum momento uma experiência como essa, morando entre as cidades das frias Itália e Alemanhã. Ele subia as montanhas de Sils Maria com seu caderninho em solilóquios, e foi onde teve muitos de seus insights. Depois descia, e na cabana onde ficava, à luz de velas, na mais profunda solidão, ele escrevia. Se não estou enganado foi ali que escreveu seu Zaratustra.
Essa foi sim uma tarde perfeita!
Igan Hoffman